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Áudio bomba desmonta versão de Flávio Bolsonaro sobre filme milionário

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 14 de mai.
  • 2 min de leitura

O senador Flávio Bolsonaro entrou em mais uma turbulência política após negar publicamente qualquer pedido de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.


Diante das câmeras, Flávio reagiu com indignação às perguntas sobre o suposto financiamento milionário:

“É mentira, de onde você tirou isso? É mentira, pelo amor de Deus”.


O problema surgiu poucas horas depois. Mensagens e áudios divulgados pelo The Intercept Brasil mostram justamente o contrário: o senador pressionando Daniel Vorcaro para liberar recursos destinados à continuidade do longa-metragem.


A revelação transformou o discurso de negação em mais um desgaste político difícil de explicar. Porque não se trata apenas de amizade ou apoio informal a um projeto cultural. Os diálogos apontam para cobranças diretas, preocupação com pagamentos atrasados e medo de colapso da produção cinematográfica.


No áudio vazado, Flávio relata que havia “muita conta para pagar” e demonstra receio de perder nomes internacionais ligados ao filme, como o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh. O conteúdo desmonta a versão pública apresentada pelo senador horas antes.


A situação se torna ainda mais delicada porque Daniel Vorcaro aparece no centro de investigações da Polícia Federal envolvendo suspeitas graves, incluindo fraudes, corrupção e utilização de uma suposta “milícia privada” para intimidar adversários. A proximidade revelada nas mensagens expõe um vínculo político e pessoal que agora cobra seu preço.


Em um dos trechos divulgados, Flávio escreve:

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente”.


A frase, que talvez em outro contexto parecesse apenas amistosa, ganha peso diante das investigações e do volume de recursos envolvidos no projeto cinematográfico. Segundo as reportagens, cerca de R$ 61 milhões teriam sido destinados ao filme entre fevereiro e maio de 2025.


O episódio levanta novamente um problema recorrente na política brasileira: a distância entre o discurso público e as conversas de bastidores. Quando um parlamentar nega categoricamente um fato e, horas depois, surgem registros indicando o contrário, a crise deixa de ser apenas jurídica ou financeira. Passa a ser também uma crise de credibilidade.


Nos corredores de Brasília, aliados já demonstram preocupação com os impactos do caso na pré-campanha presidencial de 2026. O filme que buscava fortalecer a imagem do bolsonarismo acabou abrindo uma nova frente de desgaste político para um dos principais nomes da família Bolsonaro.



 
 
 

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