A Câmara que não entrega: Paulo Sandro e o retrato de um Legislativo inoperante
- Marcus Modesto
- 2 de jan.
- 2 min de leitura
Paulo Sandro Soares reassume, pela quarta vez, a presidência da Câmara de Vereadores de Barra Mansa. O fato, longe de simbolizar experiência ou liderança, escancara a estagnação de um Legislativo que há anos falha em cumprir seu papel mais básico: representar a população e fiscalizar o Executivo.
Sob seu comando, a Câmara se consolidou como uma Casa inoperante, marcada pela omissão e pela conveniência política. Projetos que afetam diretamente a vida do cidadão passam sem debate profundo, enquanto temas urgentes são empurrados para debaixo do tapete. A unanimidade que o reconduz ao cargo não é sinal de união institucional, mas de um acordo confortável entre vereadores que evitam confronto e preferem a zona de conforto.
Um exemplo gritante dessa omissão é o aumento da tarifa do transporte público, aprovado sem a devida reação do Legislativo. Enquanto a população paga mais caro, o que se vê nas ruas é uma frota de ônibus sucateada, velha, quebrada e sem qualquer padrão mínimo de dignidade. Veículos que deveriam garantir mobilidade segura mais parecem peças de ferro-velho circulando pela cidade, colocando em risco usuários diariamente.
Onde esteve a Câmara? Onde esteve o presidente? Não houve cobrança firme, audiências públicas relevantes ou exigência de contrapartidas reais às empresas de ônibus. O aumento passou, o bolso do trabalhador foi mais uma vez penalizado e os vereadores seguiram em silêncio, como se o problema não fosse deles.
A tão propalada “parceria com o Executivo”, defendida por Paulo Sandro, na prática se traduz em submissão. Um Legislativo que se orgulha de não criar atritos deixa de cumprir sua função constitucional e se transforma em mera extensão do governo municipal.
Mesmo após tantos anos à frente da presidência, não há legado concreto. Transparência limitada, fiscalização fraca e uma distância cada vez maior entre a Câmara e a população. Enquanto faltam médicos, remédios e serviços básicos, o discurso político se perde em promessas genéricas e projetos que pouco dialogam com as reais necessidades da cidade.
Barra Mansa não precisa de uma Câmara alinhada ao poder, mas de um Legislativo independente, combativo e comprometido com quem paga a conta. Quatro mandatos depois, Paulo Sandro representa exatamente o contrário disso: o retrato de uma presidência inoperante, que não enfrenta problemas, não entrega resultados e não responde às demandas da população.
Foto Divulgação




Comentários