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A invasão da Venezuela não é libertação, é imperialismo

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 4 de jan.
  • 1 min de leitura

Por Marcus Modesto


A ideia de uma invasão dos Estados Unidos à Venezuela não representa defesa da democracia, tampouco preocupação humanitária. Trata-se, mais uma vez, de uma velha prática imperialista disfarçada de discurso moral. Apoiar esse tipo de intervenção externa é ignorar a história, os interesses econômicos envolvidos e as consequências devastadoras que sempre recaem sobre a população civil.


Somente os idiotas acreditam que bombas, tanques e sanções econômicas tragam liberdade a um povo. A experiência recente no Iraque, no Afeganistão, na Líbia e na Síria deixa claro que intervenções militares lideradas por Washington resultam em destruição institucional, milhares de mortes e instabilidade permanente.


A Venezuela enfrenta uma grave crise política, econômica e social, mas ela deve ser resolvida pelos venezuelanos, não imposta à força por uma potência estrangeira interessada em petróleo, influência geopolítica e controle regional. Qualquer invasão significaria mais sofrimento, mais miséria e o aprofundamento do caos, não sua solução.


O discurso de “salvar a democracia” soa ainda mais cínico quando parte de um país que historicamente apoiou golpes de Estado, ditaduras e governos autoritários na América Latina sempre que seus interesses foram contrariados. A soberania nacional não pode ser relativizada conforme a conveniência das grandes potências.


Defender a invasão da Venezuela é fechar os olhos para o direito internacional, para a autodeterminação dos povos e para as lições mais básicas da história contemporânea. Não se constrói democracia com mísseis, nem justiça social com ocupação militar.


A América Latina já pagou caro demais por intervenções externas. Repetir esse erro é sinal de ignorância política ou de submissão ideológica — nunca de compromisso real com a liberdade dos povos.



 
 
 

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