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Abandono, omissão e vergonha: a realidade por trás da “Paraty cartão-postal”

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

A imagem é chocante, mas infelizmente já virou rotina em Paraty: cavalos visivelmente magros, abandonados à própria sorte, circulando pelas ruas da cidade, expostos à fome, à sede, a doenças e ao risco constante de acidentes. A cena escancara algo ainda mais grave do que o sofrimento animal: a completa omissão do poder público municipal.


A Prefeitura de Paraty assiste de braços cruzados enquanto donos irresponsáveis seguem explorando animais sem qualquer punição exemplar. Não há fiscalização efetiva, não há apreensão, não há multas que doam no bolso. O recado é claro: aqui, maus-tratos compensam.


E onde está o Ministério Público diante desse cenário recorrente? Até quando será necessário mostrar imagens de animais esqueléticos para que alguma providência concreta seja tomada? A legislação existe, os crimes são evidentes, mas a aplicação da lei simplesmente não acontece.


Paraty vive do turismo. Vive da imagem de cidade histórica, charmosa, preservada. Mas estão matando a galinha dos ovos de ouro. Quem visita a cidade e se depara com animais abandonados nas ruas não vê poesia, vê descaso. Não vê tradição, vê crueldade. Não vê patrimônio, vê abandono.


A verdade é dura: Paraty não passa de uma ilusão bem maquiada. Por trás do centro histórico e das fotos bonitas, existe uma cidade que falha em proteger os mais vulneráveis — inclusive aqueles que não têm voz para denunciar.


Chega de discursos vazios, chega de promessas. Ou a Prefeitura age com rigor contra os donos desses animais, ou seguirá sendo cúmplice direta dos maus-tratos. E o silêncio do Ministério Público, diante dessa situação escancarada, também cobra explicações.


Paraty merece respeito.

Os animais merecem dignidade.

E a população merece respostas — agora.

Foto Redes sociais


 
 
 

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