Alerj reage a fala de Lula e cobra respeito às instituições do Rio
- Marcus Modesto
- 24 de mai.
- 2 min de leitura
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) divulgou neste sábado (23) uma nota oficial em resposta às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante evento realizado na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, na Zona Norte do Rio.
A reação ocorreu após Lula afirmar, em discurso público, que caso a escolha de um governador do estado dependesse da Assembleia Legislativa, “viria um miliciano”. A declaração foi feita durante cerimônia ao lado do governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, e gerou forte repercussão política.
Em nota, a Alerj afirmou que “respeita as instituições da República” e espera tratamento semelhante de todas as autoridades do país, incluindo o presidente da República. O Parlamento fluminense também considerou “inaceitável” qualquer tentativa de generalizar ou associar os deputados estaduais ao crime organizado.
Segundo o posicionamento oficial, a Assembleia é uma instituição democrática e legítima, formada por representantes eleitos pela população do estado.
Durante o evento na Fiocruz, Lula voltou a comentar a situação da segurança pública no Rio de Janeiro e criticou o avanço das milícias em diversas regiões do estado. O presidente defendeu ações mais duras contra organizações criminosas e declarou que é necessário “devolver os territórios para o povo”.
A Alerj, no entanto, destacou que os problemas relacionados à violência e ao crime organizado também estão ligados à fragilidade das políticas nacionais de combate ao tráfico de armas e à atuação das facções nas fronteiras brasileiras.
A nota do Legislativo estadual ainda afirmou que o momento exige equilíbrio, responsabilidade e união entre os poderes públicos, evitando discursos que possam ampliar a polarização política ou enfraquecer instituições democráticas.
O episódio aumentou a tensão entre setores da política fluminense e o governo federal, em meio aos constantes debates sobre segurança pública, influência das milícias e o cenário político do estado do Rio de Janeiro.




Comentários