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Apagão no calor extremo expõe fragilidade da rede elétrica do Rio

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 13 de jan.
  • 2 min de leitura

Moradores de pelo menos 12 bairros do Rio de Janeiro viveram mais uma noite de desgaste e insegurança entre segunda-feira (12) e a manhã desta terça (13), após falhas no fornecimento de energia elétrica justamente no período de maior calor do ano. Com temperaturas próximas dos 40°C, a falta de luz durou horas em diversas regiões, evidenciando a vulnerabilidade do sistema elétrico da cidade.


A instabilidade atingiu principalmente bairros da Zona Norte, como Méier, Tijuca, Cachambi, Todos os Santos, Del Castilho, Maria da Graça, Engenho de Dentro, Jacarezinho e Benfica. Também houve registros na Cidade de Deus e em Rio das Pedras, além de Campo Grande e Vila Kennedy, na Zona Oeste. Em alguns pontos, moradores relataram mais de três horas sem energia — tempo suficiente para transformar o calor em um problema de saúde pública.


Nas redes sociais, os relatos escancararam o impacto da interrupção. Famílias reclamaram de noites sem dormir, crianças passando mal, idosos em sofrimento e animais expostos ao calor excessivo dentro de casas sem ventilação. Para muitos, o episódio não foi isolado, mas parte de uma rotina cada vez mais frequente durante o verão.


A sensação de abandono aparece de forma recorrente nos depoimentos. Moradores da Zona Norte apontaram que quedas de energia têm se repetido desde o início do ano, enquanto na Zona Oeste a falta de luz foi descrita como quase diária em alguns bairros, levantando questionamentos sobre a capacidade da concessionária de atender regiões mais populosas e vulneráveis.


Em nota, a Light informou que o fornecimento foi restabelecido na maior parte das áreas afetadas e que equipes seguem trabalhando para normalizar totalmente o serviço. A empresa também destacou que investiga as causas das ocorrências e voltou a atribuir parte dos problemas aos altos índices de ligações clandestinas, especialmente em bairros da Zona Oeste.


O discurso, no entanto, pouco ameniza a revolta de quem enfrenta repetidos apagões em meio a ondas de calor cada vez mais intensas. Para a população, o episódio reforça a percepção de que a infraestrutura elétrica da cidade não acompanha a realidade climática atual — e que, ano após ano, o verão segue sendo sinônimo de escuridão, calor e descaso.

Foto Reprodução


 
 
 

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