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Aprovação de Lula atinge 46% em agosto, maior índice desde janeiro, impulsionada por queda da inflação e reação ao “tarifaço”

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 20 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Após meses de desgaste, a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a crescer, alcançando 46% em agosto, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (20). O índice representa um aumento significativo em relação a maio, quando a aprovação havia caído para 40%, no pior momento do governo no levantamento. Paralelamente, a desaprovação recuou para 51%.


Fatores da recuperação


Especialistas apontam dois fatores principais para a melhora: a redução na percepção do aumento dos preços dos alimentos e a postura firme de Lula frente às tarifas impostas pelos Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump.


Felipe Nunes, CEO da Quaest, explica: “Menos pressão inflacionária e a imagem de um presidente que reage a desafios externos ajudam a explicar o avanço da aprovação neste momento. As famílias percebem alívio no custo de vida, e o engajamento do presidente diante do ‘tarifaço’ reforça sua liderança”.


Avanço por regiões e perfis sociais


O crescimento da aprovação foi mais expressivo em alguns grupos específicos:

Nordeste: aprovação subiu de 53% para 60%

Bahia: 60% de aprovação (+13 pontos)

Pernambuco: 62%

Pessoas com até dois salários mínimos: 55%

Católicos: 54%


Mulheres, eleitores com ensino fundamental e beneficiários do Bolsa Família também apresentaram avaliação positiva crescente.


Na comparação direta com o ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula voltou a liderar: 43% dos entrevistados consideram o governo atual melhor, ante 38% que preferem o anterior.


Inflação em queda altera percepção econômica


A pesquisa aponta mudanças significativas na percepção sobre os preços dos alimentos:

• 60% afirmam que os preços aumentaram (antes eram 76%)

• 20% dizem que os preços ficaram estáveis

• 18% notaram queda nos preços (mais que o dobro do registrado em julho)


Essa queda reflete em uma redução da sensação de perda de poder de compra, que passou de 80% para 70%, e divide as expectativas sobre os próximos meses: 40% acreditam em melhora econômica e 40% em piora.


Embate com Trump e percepção política


O episódio das tarifas impostas pelos EUA ganhou ampla repercussão: 84% dos entrevistados souberam da carta enviada por Trump, contra 60% em julho.

• 71% consideram que Trump está errado ao impor taxas

• 48% afirmam que Lula e o PT agem corretamente

• 41% veem o presidente se aproveitando politicamente da situação


Entre os membros da família Bolsonaro, Eduardo é visto de forma negativa: 69% consideram que atua em benefício próprio, enquanto apenas 23% acreditam que defende o país.


Expectativa sobre tarifas

• 77% temem que as tarifas prejudiquem suas vidas

• 64% apontam possível aumento no preço dos alimentos

• 67% defendem negociação com os EUA; 28% apoiam retaliação

• Expectativas quanto ao acordo: 48% acreditam em desfecho positivo, 45% em negativo


Metodologia


O levantamento entrevistou presencialmente 12.150 brasileiros com 16 anos ou mais, entre 13 e 17 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com índice de confiança de 95%. Foram detalhados recortes de oito estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e Pernambuco.



 
 
 

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