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Asfalto novo, velhos problemas: obras no Centro de Barra Mansa repetem roteiro de ano eleitoral

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 4 dias
  • 1 min de leitura

Os trabalhos de pavimentação voltaram a ocupar as ruas do Centro de Barra Mansa, mais uma vez embalados por discursos oficiais sobre mobilidade urbana e qualidade de vida. Na manhã desta sexta-feira (30), a Rua José Cardoso Guimarães Cotia entrou na lista de vias contempladas, com máquinas e operários espalhando uma nova camada de asfalto.


Na prática, porém, o cenário já é conhecido da população. A cada ciclo eleitoral, intervenções semelhantes surgem em pontos estratégicos da cidade, quase sempre às pressas, com acabamento questionável e durabilidade curta. Moradores e comerciantes relatam que, em poucos meses, o asfalto começa a apresentar rachaduras, buracos e desgaste precoce, evidenciando a baixa qualidade do material e da execução.


Embora o governo municipal destaque ganhos em segurança e fluidez no trânsito, a repetição das obras nos mesmos trechos levanta dúvidas sobre planejamento, fiscalização e uso dos recursos públicos. A sensação é de que a pavimentação cumpre mais um papel estético e político do que estrutural, servindo como vitrine temporária em períodos de maior visibilidade.


Enquanto máquinas avançam pelas ruas centrais, permanece a pergunta que ecoa entre condutores e pedestres: por que o asfalto não resiste ao tempo? Sem transparência sobre custos, critérios técnicos e garantias de durabilidade, as obras seguem alimentando a percepção de que, em Barra Mansa, o asfalto muda — mas o problema continua o mesmo.

Foto Divulgação


 
 
 

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