Asilo das Órfãs: fim de convênio da prefeitura exclui crianças carentes e gera revolta em Barra Mansa
- Marcus Modesto
- 2 de abr.
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A decisão da gestão do prefeito Luiz Furlani de encerrar o convênio com o tradicional Asilo das Órfãs, localizado no Centro de Barra Mansa, provocou indignação entre moradores, ex-alunos e famílias atendidas pela instituição. O espaço, com mais de um século de história, sempre foi referência no acolhimento e na educação de crianças, especialmente as de baixa renda.
Até o ano passado, a parceria com a prefeitura garantia acesso gratuito ou com valores simbólicos para dezenas de alunos. Com o fim do repasse público, a realidade mudou drasticamente: atualmente, apenas vagas particulares estariam sendo oferecidas, o que, na prática, exclui crianças em situação de vulnerabilidade social.
Relatos de pais indicam que alunos que antes estudavam em período integral com apoio do convênio agora não conseguem permanecer na instituição. Aqueles que continuam teriam passado a arcar com mensalidades integrais, encerrando um ciclo de inclusão social que atravessou diferentes administrações municipais sem interrupções.
Também circula entre a população a informação de que, no ano passado, a prefeitura teria demonstrado interesse em utilizar o espaço para implantação de uma unidade pública de ensino — proposta que não avançou após resistência das responsáveis pelo local. A versão, ainda sem confirmação oficial, reforça o clima de tensão em torno da decisão.
A ausência de explicações claras por parte do governo municipal amplia a insatisfação. Não há, até o momento, detalhamento público sobre os motivos do encerramento do convênio, nem sobre medidas concretas para absorver os alunos afetados na rede pública.
O caso levanta um debate importante sobre prioridades na gestão pública. Ao interromper uma parceria histórica sem apresentar alternativas eficazes, a prefeitura atinge diretamente famílias que dependiam desse suporte para garantir o acesso à educação.
Mais do que uma decisão administrativa, o fim do convênio com o Asilo das Órfãs expõe uma lacuna preocupante na política social do município — e cobra, com urgência, respostas e responsabilidade do poder público.
Foto arquivo




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