Ataques ao Irã deixam mais de 200 mortos e ampliam tensão internacional
- Marcus Modesto
- 1 de mar.
- 2 min de leitura
A ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã neste sábado (28) provocou ao menos 201 mortes e deixou 747 feridos, segundo informações divulgadas por um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho e repercutidas por veículos internacionais, entre eles a Al Jazeera.
De acordo com a entidade humanitária, 24 das 31 províncias iranianas foram atingidas pelos bombardeios. As províncias são divisões administrativas equivalentes aos estados no Brasil.
A Agência de Notícias da República Islâmica (Irna) informou que um dos ataques atingiu uma escola de meninas na cidade de Minab, no sul do país. O bombardeio teria causado a morte de pelo menos 85 estudantes e deixado 60 feridas. Equipes de resgate trabalhavam na retirada de vítimas presas sob os escombros, com cerca de 50 pessoas ainda desaparecidas.
Negociações frustradas e escalada militar
Os ataques ocorreram dois dias após uma rodada de negociações entre representantes americanos e iranianos sobre limites ao programa nuclear do Irã. Teerã sustenta que seu projeto nuclear tem finalidade pacífica, enquanto Washington e aliados, sobretudo Israel, rejeitam o avanço da tecnologia nuclear iraniana.
A reação internacional foi imediata. Países como o Brasil manifestaram condenação à ofensiva. A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um apelo por cessar-fogo e diálogo para evitar uma escalada ainda maior no Oriente Médio.
Ao justificar a operação, o presidente americano Donald Trump afirmou que a medida visa proteger cidadãos dos Estados Unidos e conter ameaças consideradas estratégicas.
Em resposta, o governo iraniano lançou ataques contra países vizinhos que abrigam bases militares americanas. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, declarou que o país exerce seu direito de autodefesa diante da ofensiva estrangeira.
A escalada reacende o temor de um conflito regional de grandes proporções, com possíveis impactos políticos, humanitários e econômicos em escala global.




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