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Ato no Rio reúne milhares em defesa dos direitos das mulheres e pelo fim da escala 6x1

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 11 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

Nesta segunda-feira, 10 de março, cerca de três mil pessoas participaram de uma grande passeata no centro do Rio de Janeiro, em defesa da igualdade de gênero e dos direitos das mulheres. A manifestação saiu da Candelária e seguiu até a Cinelândia, marcando o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. A mobilização reuniu sindicatos, coletivos feministas e movimentos sociais, que destacaram a necessidade de combater o feminicídio, garantir igualdade salarial e promover melhores condições de trabalho para as mulheres.

Um dos pontos centrais do protesto foi o pedido pelo fim da escala 6x1, que obriga trabalhadoras a terem apenas um dia de descanso por semana, sem a devida proteção e flexibilização das jornadas. A deputada estadual Dani Balbi (PCdoB) esteve presente e ressaltou a importância dessa pauta para a conquista de direitos históricos das mulheres trabalhadoras:

"Precisamos continuar em marcha para dizer que o direito reprodutivo das mulheres e a saúde integral influem no aborto seguro. Que o cobertor social tem que garantir jornada especial para o cumprimento das jornadas das mulheres trabalhadoras. Que o fim da escala 6x1 é um avanço para garantir 30 horas como direito fundamental e histórico da organização das mulheres trabalhadoras."

Balbi também destacou que a luta das mulheres é parte de um projeto maior de transformação social e combate à misoginia estrutural:

"O Estado democrático de Direito pressupõe a superação da misoginia estruturante. Nossa luta não vai parar, sequer retroceder, enquanto a gente interpela diretamente os poderes constituídos para que eles nos escutem. Vamos juntas, em marcha sempre. Juntas somos mais fortes, o horizonte revolucionário é emancipacionista!"

A passeata foi marcada por palavras de ordem, faixas e cartazes exigindo o fim da violência contra as mulheres e a promoção de políticas públicas que garantam dignidade e igualdade nos espaços de trabalho e na sociedade. A vice-presidente do Sindicato dos Bancários, Kátia Branco, reforçou a urgência da pauta trabalhista:

"As mulheres são maioria nos setores mais precarizados da economia. Precisamos garantir proteção, igualdade salarial e o fim das jornadas exaustivas que comprometem nossa saúde física e mental."

A manifestação também reafirmou o papel histórico do movimento feminista na conquista de direitos e na resistência contra retrocessos políticos e sociais. O fim da escala 6x1, segundo as organizadoras, representa um passo importante na garantia de condições dignas de trabalho e na ampliação das conquistas históricas das mulheres.

A mobilização deste ano reforçou a necessidade de pressionar o poder público para ampliar políticas de proteção e promoção de direitos para as mulheres. A passeata encerrou-se com discursos de parlamentares e apresentações culturais, reforçando o compromisso de seguir em marcha por um futuro mais justo e igualitário para todas.



 
 
 

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