Bacellar descarta renúncia e aposta em articulação após julgamento no TSE
- Marcus Modesto
- há 2 horas
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Diferentemente das especulações que ganharam força nos últimos dias, o deputado Rodrigo Bacellar não pretende renunciar ao mandato. A դիրposição foi reafirmada durante um encontro reservado com parlamentares, realizado em sua residência de campo, em Teresópolis.
O almoço reuniu um grupo reduzido de deputados — entre 10 e 13, segundo relatos de bastidores — número distante da unanimidade dos 70 votos que garantiram sua reeleição à presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. O clima de cautela também marcou o encontro: alguns parlamentares teriam desistido de comparecer após informações de que a reunião poderia ser monitorada pela Polícia Federal do Brasil com uso de drones.
Mais do que buscar apoio direto ao nome de Chico Machado — que também participou do encontro —, Bacellar concentrou seu discurso na necessidade de coesão do grupo político. A orientação foi clara: aguardar o desfecho do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral antes de qualquer movimento mais incisivo.
O caso em análise envolve o escândalo do Ceperj, e a retomada do julgamento está prevista para esta terça-feira. Nos bastidores, a estratégia já começa a ser desenhada. Se houver cassação, Bacellar deve apoiar a candidatura de Chico Machado à presidência da Alerj. Caso o processo sofra novo pedido de vista, a alternativa seria lançar o aliado para um mandato-tampão.
Fontes ligadas à defesa do parlamentar indicam que uma eventual renúncia é vista como arriscada. Isso porque a perda do mandato significaria também o fim das garantias institucionais, abrindo caminho para uma possível nova prisão. O cenário se agrava diante do contexto das investigações que citam conexões com o Comando Vermelho — organização criminosa que já levou à prisão nomes como o ex-deputado TH Jóias e o desembargador Macário Júdice Neto.
Nesse tabuleiro instável, Bacellar opta por resistir. E aguardar.




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