Baixo nível da Usina do Funil contrasta com cheia do Paraíba do Sul no Sul Fluminense
- Marcus Modesto
- 16 de jan.
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A Usina Hidrelétrica do Funil, localizada em Resende, segue operando com pouco mais de um quinto de sua capacidade total. Atualmente, o reservatório está em 22,37%, índice considerado baixo e que reflete a falta de chuvas nas regiões responsáveis pela recarga do lago.
A escassez de precipitações nas cabeceiras do sistema tem limitado tanto a vazão do reservatório quanto a capacidade de regularização do Rio Paraíba do Sul, impactando diretamente a geração de energia na unidade.
Enquanto isso, a situação do rio apresenta um comportamento oposto em trechos mais abaixo da barragem. Entre Itatiaia e Barra do Piraí, o nível do Paraíba do Sul está elevado, consequência das chuvas mais intensas registradas no Vale do Paraíba Fluminense. Esses volumes, no entanto, não contribuem para a recuperação do reservatório da Usina do Funil, pois se concentram a jusante da barragem.
O cenário revela um desequilíbrio hidrológico na região, com pouca água chegando ao lago da usina e aumento do volume nos afluentes em áreas mais baixas do curso do rio.
Diante desse quadro, equipes das defesas civis municipais mantêm acompanhamento constante das áreas ribeirinhas, especialmente nos pontos mais sensíveis a elevações rápidas do nível do rio. Especialistas destacam a importância de uma gestão integrada dos recursos hídricos e do monitoramento contínuo das condições climáticas, enquanto se aguarda a regularização do regime de chuvas que possa favorecer a recuperação do reservatório.
Foto Divulgação




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