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Barra Mansa Deve Mais de R$ 7,7 Milhões à Santa Casa Enquanto Vereadores Fazem Teatro Político Contra o Estado

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 20 de mai.
  • 2 min de leitura

Por Marcus Modesto


A política de conveniência segue escancarada em Barra Mansa. Enquanto vereadores promovem manifestações e discursos públicos cobrando o Governo do Estado por repasses ao Hospital Oncobarra, a própria Prefeitura acumula uma dívida milionária com a Santa Casa — e praticamente ninguém na Câmara Municipal toca no assunto.


Documentos contábeis do Fundamp revelam que o município mantém parcelamentos ligados à Santa Casa que deixam um saldo superior a R$ 7,7 milhões ainda em aberto. O número expõe não apenas um grave problema financeiro, mas também a completa omissão do Poder Legislativo municipal.


A pergunta que fica é simples: onde estão os vereadores fiscalizadores?


Os parlamentares que aparecem em atos públicos, vídeos e notas cobrando o Estado permanecem calados quando o problema envolve a administração municipal. Não há pressão firme, cobrança transparente ou investigação séria sobre como a dívida chegou a esse patamar.


A situação se torna ainda mais revoltante porque a Câmara tem como uma de suas principais funções justamente fiscalizar os gastos públicos e acompanhar a saúde financeira do município. Mas, na prática, muitos preferem a política do discurso fácil e da manifestação seletiva.


Enquanto isso, a população continua sofrendo com um sistema de saúde sobrecarregado, hospitais enfrentando dificuldades financeiras e a sensação crescente de que falta coragem política para enfrentar os problemas locais.


Se Barra Mansa deve milhões ao hospital, a população merece respostas:

• Quem permitiu que a dívida chegasse a esse valor?

• Quais medidas foram tomadas para reduzir o débito?

• Existe acordo de pagamento sendo cumprido?

• Por que a Câmara Municipal não abre uma discussão séria sobre o assunto?


Cobrar o Governo do Estado pode render manchetes e exposição política. Fiscalizar a Prefeitura exige independência, responsabilidade e coragem — algo que, até agora, os  vereadores demonstram não ter.




 
 
 

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