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Barra Mansa: Dia Mundial de Conscientização do Autismo é marcado pelo azul da inclusão nas escolas municipais

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 4 de abr.
  • 2 min de leitura

A rede municipal de ensino de Barra Mansa promoveu, nesta semana, uma série de ações voltadas à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril. As atividades integram uma mobilização da Secretaria Municipal de Educação, que busca ampliar o conhecimento, combater o preconceito e fortalecer práticas inclusivas no ambiente escolar e na sociedade.


Na Escola Municipal Bairro Cajueiros, a iniciativa ganhou destaque com uma programação especial realizada na quarta-feira (1º). Logo na entrada, o cenário já evidenciava a proposta: murais preenchidos com trabalhos dos próprios alunos, trazendo cores, mensagens e reflexões sobre respeito, diversidade e inclusão.


Vestidos com uniformes azuis — cor símbolo da causa —, estudantes da 5ª série do ensino fundamental protagonizaram uma apresentação musical que emocionou a comunidade escolar. A escolha da música “Ser diferente é normal”, de Adilson Xavier e Vinicius Castro, reforçou a mensagem de que a individualidade é parte essencial da condição humana. A canção ganhou notoriedade nas vozes de Gilberto Gil e Preta Gil, tornando-se um símbolo de empatia e respeito às diferenças.


Antes da apresentação, a unidade escolar desenvolveu, ao longo de duas semanas, atividades pedagógicas voltadas à conscientização sobre o TEA — condição do neurodesenvolvimento que impacta, principalmente, a comunicação, a interação social e o comportamento. A proposta foi utilizar o conhecimento como ferramenta para reduzir a discriminação e promover uma convivência mais inclusiva.


Para a diretora adjunta Jacqueline Rebelo, o trabalho não se limita a uma data específica no calendário. Segundo ela, a construção de uma escola inclusiva exige compromisso diário. “Essas ações ampliam o entendimento sobre o autismo e outras deficiências, mas, acima de tudo, ajudam a combater o preconceito. A inclusão precisa ser real, dentro e fora da escola”, afirmou.


Outro ponto importante é o papel do Atendimento Educacional Complementar (SAEC), que atua diretamente no suporte aos alunos com necessidades específicas, oferecendo acompanhamento individualizado e contribuindo para o desenvolvimento pedagógico e social.


A professora do SAEC, Thayane Leite, que também é mãe de uma criança com TEA, ressaltou a importância da empatia no processo de inclusão. Segundo ela, a vivência pessoal fortalece ainda mais o compromisso com a causa. “A inclusão é essencial, mas precisa ser feita com sensibilidade, respeitando os limites de cada aluno. Aqui, contamos com uma equipe comprometida, que trabalha com afeto e atenção às individualidades. Isso faz toda a diferença”, destacou.


A mobilização reforça o papel da escola como espaço de transformação social, onde o respeito às diferenças é não apenas ensinado, mas praticado no dia a dia.


Foto Chico Assis


 
 
 

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