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Barra Mansa perde protagonismo econômico no Sul Fluminense

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 27 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Apesar de figurar entre os cinco municípios com maior arrecadação do Sul Fluminense, Barra Mansa vem perdendo espaço e protagonismo na economia regional. Os dados de repasses constitucionais divulgados em 22 de julho pela Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro revelam uma estagnação preocupante: o município arrecadou R$ 2.889.663,74, ficando atrás de Volta Redonda e Resende, e sendo ameaçado por cidades menores como Itatiaia e Porto Real.


O que mais chama atenção é que, enquanto Volta Redonda consolida sua liderança com mais de R$ 8,6 milhões recebidos e Resende se fortalece com quase R$ 3 milhões, Barra Mansa não mostra sinais de crescimento compatível com seu porte e história. A arrecadação é sustentada basicamente pelo ICMS (R$ 2,5 milhões), sem a força de royalties ou aportes expressivos de IPVA, o que evidencia uma dependência cada vez maior de setores tradicionais e pouco investimento em diversificação econômica.


Outros municípios menores em população, como Porto Real e Itatiaia, têm avançado de forma mais estratégica, atraindo investimentos industriais e alcançando resultados proporcionais superiores. Porto Real, por exemplo, com menos da metade da população de Barra Mansa, arrecadou R$ 1,8 milhão — uma diferença cada vez menor, sinalizando a perda de competitividade de Barra Mansa no cenário regional.


Falta de políticas públicas eficazes, burocracia para novos empreendimentos, infraestrutura defasada e a ausência de planejamento de longo prazo agravam o problema. Enquanto isso, cidades vizinhas modernizam seus distritos industriais, atraem novas empresas e capacitam sua mão de obra, deixando Barra Mansa para trás.


A pergunta que fica é: até quando o município vai se contentar em ocupar o meio da tabela, assistindo de braços cruzados à migração de investimentos e empregos para os vizinhos? A recuperação da liderança regional passa por uma reorientação urgente das prioridades econômicas e administrativas da cidade.

Foto Marcus Modesto


 
 
 

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