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Barra Mansa à deriva: a fragilidade do governo Furlani

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 18 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Marcus Modesto


Barra Mansa, outrora uma referência industrial no Sul Fluminense, acumula sinais claros de decadência sob a gestão do prefeito Luiz Furlani. O cenário econômico e social revela uma realidade alarmante: a cidade perdeu protagonismo na região, perdeu repasses estaduais e ainda enfrenta uma greve que expõe a fragilidade de um governo que se diz forte, mas que se mostra incapaz de dialogar com suas principais categorias.


Declínio econômico e perda de repasses


Dados recentes mostram que Barra Mansa recebeu, entre 13 e 17 de janeiro de 2025, apenas R$ 4,99 milhões em repasses do ICMS e IPVA — o menor valor entre os principais municípios do Sul Fluminense, ficando bem atrás de Volta Redonda (R$ 18,2 M) e Resende (R$ 16,1 M) . Da antiga força siderúrgica, hoje restam apenas fragmentos: a cidade amargura baixo investimento, esvaziamento industrial e queda na arrecadação.


Esse cenário sinaliza que a promessa de modernização do polo industrial, com incentivos fiscais e infraestrutura planejada, permanece no papel, sem resultado prático. Sem fôlego para atrair novos investimentos, Barra Mansa vê a economia encolher, afetando setores fundamentais: saúde, educação e infraestrutura.


Greve da educação: um governo que virou as costas


Em abril de 2025, professores da rede municipal deflagraram greve por tempo indeterminado. As reivindicações: cumprimento do piso salarial, reajuste e condições dignas de trabalho, além do repúdio à reforma da previdência municipal . São três anos com salários congelados próximos a R$ 1.320, abaixo do requerido e do praticado por municípios vizinhos.


O que mais chamou a atenção foi o silêncio do prefeito: Furlani não compareceu ao ato, ficou ausente das negociações e deixou que toda a interlocução fosse feita por um secretário. O desprezo dos manifestantes ficou claro:


“O prefeito se esconde atrás das paredes do gabinete enquanto desmonta nossos direitos com uma canetada” .


E não foi apenas a categoria que reagiu: servidores públicos prometeram novas paralisações após uma reforma da previdência considerada autoritária e desrespeitosa, aprovada sem debate público ou audiências .


Governança fragilizada: sem diálogo ou estratégia


O que se vê é um governo que emprega o autoritarismo em vez do diálogo. Projetos cruciais — como a reforma da previdência ou a carga-horária da rede municipal — foram enviados “de madrugada” à Câmara, sem debate com a população ou os próprios servidores . A resposta? Greve, paralisações e revolta social. Não há inovação, só imposição.


Economia em declínio, servidores exaustos e um clima de instabilidade que afugenta investidores e afeta o cotidiano da população. Enquanto cidades vizinhas atraem empresas e avançam, Barra Mansa retrocede, corroída por uma administração que falha em cumprir promessas e não constrangem.


Barra Mansa precisa de mudança urgente


O governo Furlani vacila. A economia passa por um severo processo de perda de fôlego; professores entram em greve; servidores vivem sob ameaça de retirada de direitos fundamentais. Os números não mentem: Barra Mansa deixou de ser protagonista no Sul Fluminense e agora amarga a lista dos municípios menos beneficiados por recursos estaduais .


É hora de repensar: o verdadeiro desenvolvimento só ocorre com gestão participativa, diálogo profundo com as categorias, atração de novos investimentos e respeito aos trabalhadores. Sem esses elementos, a cidade continuará afundando — e Furlani, que tanto prometeu, será lembrado como aquele que entregou Barra Mansa de mãos vazias.




 
 
 

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