Bolsonaro e Carlos são indiciados pela PF por espionagem ilegal com uso da Abin
- Marcus Modesto
- 17 de jun. de 2025
- 3 min de leitura
A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) e o atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa, no inquérito que apura o uso da estrutura da Abin para práticas de espionagem clandestina durante o governo Bolsonaro. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (17) pelo blog da jornalista Daniela Lima, no portal g1.
Ao todo, 35 pessoas foram indiciadas por suposto envolvimento em um esquema que, segundo os investigadores, usava servidores públicos, policiais e integrantes da própria Abin para formar uma organização criminosa com o objetivo de monitorar ilegalmente autoridades, políticos e jornalistas. As ações incluiriam invasões de celulares e computadores, além da quebra de sigilo de comunicações — tudo sem autorização judicial.
Entre os nomes supostamente vigiados estão o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Profissionais da imprensa que produziam reportagens consideradas desfavoráveis ao governo também estariam entre os alvos.
O deputado Ramagem, que dirigiu a Abin entre 2019 e 2022, é acusado de liderar a operação ilegal. Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, teria atuado na articulação política do esquema, beneficiando-se diretamente do acesso privilegiado às informações obtidas de forma clandestina. Jair Bolsonaro, por sua vez, é apontado como ciente e conivente com a existência e atuação dessa estrutura paralela de inteligência.
O inquérito faz parte de uma série de investigações conduzidas pela PF com aval do STF, que apuram o uso indevido de órgãos do Estado brasileiro para fins políticos durante a gestão passada. O relatório final com os indiciamentos foi entregue à Suprema Corte, que agora deve decidir se aceita a denúncia e quais medidas serão
A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) e o atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa, no inquérito que apura o uso da estrutura da Abin para práticas de espionagem clandestina durante o governo Bolsonaro. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (17) pelo blog da jornalista Daniela Lima, no portal g1.
Ao todo, 35 pessoas foram indiciadas por suposto envolvimento em um esquema que, segundo os investigadores, usava servidores públicos, policiais e integrantes da própria Abin para formar uma organização criminosa com o objetivo de monitorar ilegalmente autoridades, políticos e jornalistas. As ações incluiriam invasões de celulares e computadores, além da quebra de sigilo de comunicações — tudo sem autorização judicial.
Entre os nomes supostamente vigiados estão o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Profissionais da imprensa que produziam reportagens consideradas desfavoráveis ao governo também estariam entre os alvos.
O deputado Ramagem, que dirigiu a Abin entre 2019 e 2022, é acusado de liderar a operação ilegal. Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, teria atuado na articulação política do esquema, beneficiando-se diretamente do acesso privilegiado às informações obtidas de forma clandestina. Jair Bolsonaro, por sua vez, é apontado como ciente e conivente com a existência e atuação dessa estrutura paralela de inteligência.
O inquérito faz parte de uma série de investigações conduzidas pela PF com aval do STF, que apuram o uso indevido de órgãos do Estado brasileiro para fins políticos durante a gestão passada. O relatório final com os indiciamentos foi entregue à Suprema Corte, que agora deve decidir se aceita a denúncia e quais medidas serão.




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