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Bolsonaro deve receber alta nesta quinta-feira e retornar à custódia da Polícia Federal

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 1 de jan.
  • 2 min de leitura

A equipe médica que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro informou que ele deverá receber alta hospitalar na manhã desta quinta-feira (1º), desde que não surja nenhuma intercorrência clínica. Internado desde a véspera de Natal no Hospital DF Star, em Brasília, Bolsonaro poderá retornar à cela da Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos de prisão, após condenação no processo relacionado à tentativa de golpe.


Segundo o cardiologista Brasil Caiado, a liberação médica já está prevista. “A princípio, a alta está programada, salvo alguma intercorrência. Nossa ideia é avaliá-lo logo cedo e, não havendo alteração, comunicar a Polícia Federal”, afirmou o médico durante coletiva realizada na quarta-feira (31).


Bolsonaro foi internado no dia 24 de dezembro e, no dia seguinte, passou por uma cirurgia de hérnia inguinal. A saída temporária da custódia foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, exclusivamente para a realização dos procedimentos médicos.


Além da cirurgia, o ex-presidente enfrentou ao longo da semana uma crise persistente de soluços, problema que se arrasta há meses. Para tentar aliviar o quadro, os médicos realizaram três procedimentos de bloqueio do nervo frênico, responsável pelo controle do diafragma. Apesar de redução na intensidade, os soluços não cessaram completamente.


De acordo com o cirurgião Claudio Birolini, a resposta limitada aos bloqueios indica que a origem do problema pode estar no sistema nervoso central. “Isso mostra que não adianta um bloqueio definitivo do nervo. O tratamento seguirá com medicação e outras abordagens terapêuticas”, explicou.


O quadro dos soluços, segundo a equipe médica, impacta diretamente o estado emocional do ex-presidente. Caiado relatou que Bolsonaro apresenta piora significativa nos períodos de crise, com abatimento físico e psicológico. Diante disso, a equipe introduziu o uso de antidepressivos, a pedido do próprio paciente, com expectativa de melhora gradual nos próximos dias.


Após a alta, Bolsonaro deverá manter os cuidados médicos na cela da PF, com acompanhamento sempre que necessário. Os médicos destacaram que ele tem seguido rigorosamente as orientações, sobretudo em relação à alimentação e hábitos que reduzem refluxo e desconfortos gastrointestinais.


A cela onde o ex-presidente ficará tem cerca de 12 metros quadrados, foi reformada recentemente e conta com cama, armários, mesa, televisão, frigobar, ar-condicionado, janela e banheiro privativo.


No boletim médico mais recente, o hospital informou que Bolsonaro apresentou melhora da crise de soluços e realizou uma endoscopia digestiva alta, que confirmou a persistência de esofagite e gastrite. Outro problema em tratamento é a apneia obstrutiva do sono. Para isso, ele passou a utilizar um aparelho CPAP, que mantém as vias aéreas abertas durante o sono.


Segundo Birolini, Bolsonaro se adaptou bem ao equipamento e relatou noites de sono melhores. O uso contínuo do aparelho foi recomendado, inclusive durante o período de custódia, e ele deixará o hospital já com o dispositivo.



 
 
 

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