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Brasil atrai R$ 27 bilhões em investimentos chineses durante visita de Lula à China

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 12 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

Durante sua visita oficial à China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou uma série de anúncios de investimentos que somam cerca de R$ 27 bilhões em setores estratégicos do Brasil. A viagem, marcada por encontros bilaterais de alto nível, resultou em compromissos com empresas chinesas que pretendem impulsionar a reindustrialização brasileira, fortalecer a transição energética e aprofundar os laços econômicos entre os dois países.


Um dos anúncios mais relevantes foi feito pela empresa Envision, que vai investir US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,6 bilhões) na produção de SAF (combustível sustentável de aviação) a partir da cana-de-açúcar. O chefe da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o projeto poderá colocar o Brasil entre os líderes globais no setor, alinhando-se à Lei do Combustível do Futuro.


Na indústria automobilística, o CEO da montadora GAC, Wei Haigang, confirmou um aporte de US$ 1,3 bilhão (R$ 7,39 bilhões) para a construção de uma fábrica de carros elétricos e híbridos em Goiás, além de um centro de pesquisa no Nordeste. Outra gigante do setor, a GWM, anunciou R$ 6 bilhões para ampliar sua operação no Brasil, com foco na exportação de veículos para outros países da América Latina.


O setor de energia também recebeu atenção especial. A estatal chinesa CGN revelou planos de investir R$ 3 bilhões em projetos renováveis no Piauí, abrangendo energia eólica, solar, termossolar e armazenamento. Lula também se reuniu com Chen Qi, CEO da Windey, fabricante de turbinas eólicas de grande porte.


Na saúde, a farmacêutica brasileira Eurofarma e a chinesa Sinovac firmaram uma parceria para a criação do Instituto Brasil-China de Inovação em Biotecnologia, com foco na produção de vacinas e pesquisas sobre doenças infecciosas e degenerativas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o acordo como um avanço estratégico para a autonomia sanitária do país.


No setor de consumo e tecnologia, a plataforma de entregas Meituan anunciou investimento de R$ 5,6 bilhões para entrar no mercado brasileiro. A rede de sorvetes e bebidas Mixue também chegará ao país, com aporte de R$ 3,2 bilhões. Já a fabricante de semicondutores Longsys irá instalar unidades produtivas em São Paulo e Manaus.


Em discurso proferido em Pequim, Lula exaltou a aliança entre Brasil e China, declarando que a relação entre os dois países “será indestrutível”. O presidente também elogiou os avanços institucionais brasileiros e destacou a reforma tributária como um dos pilares para atrair investimentos estrangeiros. Ele ainda apontou oportunidades em infraestrutura, como o corredor bioceânico, e defendeu o fortalecimento dos intercâmbios educacionais e turísticos.


Lula também esteve com o CEO da estatal Norinco, Cheng DeFang, que manifestou interesse em investir na Avibrás, fabricante nacional de equipamentos de defesa que enfrenta dificuldades financeiras. A visita sinaliza um novo momento na diplomacia econômica brasileira e reforça a importância da China como parceira estratégica para o futuro do país.


 
 
 

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