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Brasil encerra 2024 com saldo positivo de 1,69 milhão de empregos formais

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 30 de jan. de 2025
  • 2 min de leitura

Economia:

O Brasil fechou o ano de 2024 com um saldo positivo de 1.693.673 empregos formais com carteira assinada, um crescimento de 16,5% em relação ao saldo registrado no ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).


O saldo positivo resulta de 25,5 milhões de contratações contra 23,8 milhões de desligamentos ao longo do ano. Com isso, o total de vínculos celetistas ativos no país atingiu 47,2 milhões, uma variação de 3,7% em relação a 2023. Somando os últimos dois anos, o Brasil criou mais de 3,1 milhões de empregos.


Setor de serviços lidera contratações


Todos os setores da economia apresentaram crescimento no número de vagas formais em 2024. O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos, com 929.002 novos postos de trabalho. Em seguida, aparecem:

Comércio: +336.110 empregos

Indústria: +306.889 empregos

Construção civil: +110.921 empregos

Agropecuária: +10.808 empregos


O aumento do emprego também foi registrado em todas as 27 unidades da federação, com destaque para São Paulo (+459.371), Rio de Janeiro (+145.540) e Minas Gerais (+139.503).


Mulheres ocuparam mais vagas do que homens


Os dados do Caged mostram que as mulheres foram as principais beneficiadas, ocupando 898.680 novas vagas contra 794.993 empregos para os homens. Em relação ao recorte racial, os pardos tiveram o maior saldo positivo (+1.929.771), seguidos por brancos (+908.732), pretos (+373.501) e amarelos (+13.271). No entanto, os indígenas registraram saldo negativo, com 1.502 postos a menos.


Salário médio de admissão sobe para R$ 2.177,96


O salário médio de admissão em 2024 foi de R$ 2.177,96, um aumento de 2,59% em relação ao ano anterior. Para trabalhadores em empregos típicos, o valor foi maior (R$ 2.211,13), enquanto os empregados em ocupações não típicas receberam, em média, R$ 1.941,72.


Queda sazonal em dezembro e impactos da Selic


Apesar do saldo positivo no acumulado do ano, o mês de dezembro registrou uma queda de 535.547 postos de trabalho, o que representa uma variação negativa de 1,12%. Essa redução é comum nesse período devido ao encerramento de contratos temporários de fim de ano.


O ministro do Trabalho, Luís Marinho, afirmou que a queda foi maior do que o esperado. “Nossa projeção era de cerca de 450 mil desligamentos, mas o número final foi 535 mil”, disse ele em coletiva de imprensa.


Marinho também comentou sobre os possíveis impactos da taxa Selic, que foi elevada para 13,25% ao ano pelo Banco Central em sua última reunião de política monetária. “O aumento dos juros pode ter influenciado a redução de empregos em dezembro. Vamos monitorar os primeiros meses de 2025 para entender melhor o cenário”, destacou o ministro.


Ele ainda criticou a política de combate à inflação baseada na restrição do crédito: “O controle da inflação não deve se basear apenas no aumento dos juros, mas também na expansão da produção para equilibrar a oferta e a demanda”.


Com um saldo positivo expressivo em 2024, o mercado de trabalho brasileiro inicia 2025 com desafios, mas também com sinais de recuperação econômica.



 
 
 

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