Brasil se torna principal destino de carros chineses e consolida avanço dos eletrificados
- Marcus Modesto
- há 1 minuto
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O mercado brasileiro passou a ocupar um papel estratégico para a indústria automobilística da China. Pela primeira vez, o Brasil lidera o ranking mundial de importação de veículos chineses, resultado impulsionado principalmente pelo crescimento da demanda por modelos elétricos e híbridos.
Nos cinco primeiros meses do ano, as compras brasileiras de automóveis produzidos na China alcançaram US$ 5,2 bilhões, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado. Desse total, US$ 4,5 bilhões correspondem a veículos eletrificados, demonstrando a rápida expansão desse segmento no país.
O avanço fez o Brasil ultrapassar mercados tradicionalmente importantes para as montadoras chinesas. A Rússia aparece logo atrás, seguida por Bélgica, Reino Unido e Austrália entre os principais compradores.
Levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) aponta que, considerando o primeiro semestre, as importações brasileiras de veículos eletrificados chegaram a US$ 5,35 bilhões, representando cerca de 15% de tudo o que o Brasil importou da China no período.
Os híbridos plug-in lideraram o crescimento, com compras de US$ 2,79 bilhões, enquanto os veículos totalmente elétricos também apresentaram forte expansão, aproximando-se dos US$ 2 bilhões. Em apenas um ano, os híbridos ganharam destaque na pauta de importações brasileiras, tornando-se um dos principais produtos adquiridos do mercado chinês.
O aumento das importações foi favorecido pela decisão de empresas anteciparem embarques antes da elevação das tarifas sobre veículos eletrificados, que passaram a vigorar em julho. Além disso, restrições impostas por outros mercados aos automóveis chineses contribuíram para que fabricantes ampliassem o foco em países como o Brasil.
Mesmo com a nova tributação, especialistas avaliam que o mercado brasileiro continuará entre os principais destinos das exportações chinesas de veículos, sustentado pelo interesse crescente dos consumidores por modelos eletrificados e pela expansão das marcas asiáticas no país.

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