top of page
Buscar

Brasileiros batem recorde de gastos no exterior no primeiro semestre de 2026

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Os brasileiros desembolsaram mais dinheiro em viagens e despesas internacionais no primeiro semestre de 2026 do que em qualquer outro período equivalente desde o início da série histórica do Banco Central, em 1995. Entre janeiro e junho, os gastos no exterior alcançaram US$ 12,61 bilhões, estabelecendo um novo recorde para os seis primeiros meses do ano.


O valor representa um crescimento de 22,5% em comparação com o mesmo intervalo de 2025, quando as despesas somaram US$ 10,3 bilhões. O resultado é atribuído, principalmente, à valorização do real frente ao dólar ao longo do ano, o que tornou as viagens internacionais mais acessíveis aos brasileiros.


Com a moeda norte-americana mais barata, despesas como passagens aéreas, hospedagem, alimentação, compras e passeios passaram a pesar menos no orçamento dos viajantes, estimulando o turismo internacional.


Embora o dólar tenha fechado a segunda-feira (27) cotado a R$ 5,11, a moeda acumula desvalorização de 6,87% em 2026. Esse cenário ampliou o poder de compra dos brasileiros no exterior e favoreceu o aumento do consumo fora do país.


Especialistas apontam que a valorização do real está relacionada, entre outros fatores, ao fortalecimento das exportações brasileiras de petróleo. As tensões geopolíticas no Oriente Médio elevaram a importância do Brasil como fornecedor da commodity, aumentando a entrada de dólares na economia nacional.


Além do câmbio favorável, o crescimento da atividade econômica brasileira também contribuiu para o aumento das viagens internacionais, mesmo diante de uma desaceleração no ritmo da economia.


Contas externas apresentam melhora


Apesar da expansão dos gastos dos brasileiros no exterior, o Banco Central informou que o déficit em transações correntes diminuiu no primeiro semestre.


O saldo negativo ficou em US$ 27,47 bilhões, uma redução de 16,34% em relação aos US$ 32,85 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.


As transações correntes reúnem os resultados da balança comercial, da conta de serviços — que inclui turismo, transporte e seguros — e da conta de rendas, formada por remessas de lucros, dividendos e pagamentos de juros ao exterior.


De acordo com o Banco Central, a evolução desse indicador acompanha o desempenho da economia. Quando o consumo e a atividade crescem, aumenta a demanda por importações e serviços internacionais. Em momentos de desaceleração, a tendência é de redução desse déficit.


Investimentos estrangeiros avançam


O relatório também mostra que o fluxo de investimentos estrangeiros diretos no Brasil registrou crescimento expressivo em 2026.


Nos seis primeiros meses do ano, o país recebeu US$ 47 bilhões em investimentos produtivos, acima dos US$ 35,4 bilhões contabilizados no mesmo período de 2025.


Segundo o Banco Central, esse volume de recursos foi suficiente para cobrir integralmente o déficit das transações correntes, demonstrando que o país continua atraindo capital externo para projetos de longo prazo e reduzindo a dependência de outras fontes de financiamento internacional.



 
 
 

Comentários


bottom of page