Bruno Fernandes volta ao radar da Justiça: MPRJ pede regime fechado após fuga e descumprimentos
- Marcus Modesto
- 27 de mar.
- 2 min de leitura
O cerco se fecha novamente contra o ex-goleiro Bruno Fernandes. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro solicitou à Vara de Execuções Penais (VEP) a regressão imediata de sua pena para o regime fechado, após uma sequência de violações consideradas graves e o fato de ele estar foragido há cerca de 20 dias.
O pedido, assinado pelo promotor Fernando Martins Costa, destaca o que classificou como um cenário de “total descaso” com as regras impostas pela Justiça. A manifestação ocorre após a própria VEP rejeitar tentativas da defesa de evitar o retorno do ex-atleta ao sistema prisional, mantendo válido o mandado de prisão expedido no início de março.
Sequência de irregularidades pesou contra o ex-goleiro
A decisão que pode levar Bruno de volta ao regime fechado não se baseia em um único episódio, mas em um histórico considerado reiterado de descumprimentos. Entre os principais pontos levantados estão:
• Viagens sem autorização judicial: deslocamentos para outros estados, incluindo presença em compromissos esportivos em Minas Gerais, sem qualquer permissão da Justiça.
• Comportamento incompatível com o regime: aparições públicas em eventos, com registros de consumo de bebidas alcoólicas e participação em jogos no Estádio do Maracanã.
• Descumprimento de regras básicas: ausência de atualização de endereço por um longo período e desrespeito aos horários de recolhimento domiciliar.
Para o Ministério Público, o conjunto dessas condutas demonstra desinteresse em cumprir as condições impostas para a progressão de pena.
Foragido e sob busca policial
Atualmente, o ex-jogador é considerado foragido, e a Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza diligências para localizá-lo. Após a expedição do mandado de prisão, Bruno também desativou suas redes sociais, dificultando o monitoramento de seus passos.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro reforçou que o regime semiaberto exige cumprimento em unidade prisional, com exceções apenas para trabalho externo devidamente autorizado e fiscalizado — condição que, segundo as autoridades, não vinha sendo respeitada.
A análise do pedido do MPRJ deve definir os próximos passos do caso, podendo resultar no retorno definitivo de Bruno ao regime fechado caso a regressão seja confirmada.




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