Camisa da Seleção barrada na Casa Branca marcou encontro tenso entre Flávio Bolsonaro e Trump
- Marcus Modesto
- 27 de mai.
- 2 min de leitura
O encontro entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi cercado por apreensão e intensas articulações políticas até os momentos finais em Washington.
Desde as primeiras horas da terça-feira, integrantes da comitiva brasileira acompanhavam com preocupação a possibilidade de cancelamento da reunião na Casa Branca. Hospedado no hotel The Willard, próximo à sede do governo americano, Flávio permaneceu praticamente isolado ao lado do deputado Eduardo Bolsonaro e do influenciador Paulo Figueiredo.
O principal receio do grupo era que alterações na agenda internacional dos Estados Unidos, especialmente ligadas às negociações envolvendo o Irã, inviabilizassem o encontro pouco antes do horário previsto.
Até o início da tarde, o nome de Flávio Bolsonaro sequer aparecia na programação oficial divulgada pela Casa Branca, aumentando o clima de tensão entre os aliados do senador.
Nos bastidores, integrantes do entorno bolsonarista avaliavam que um eventual retorno ao Brasil sem o registro ao lado de Trump poderia gerar desgaste político para Flávio dentro do campo conservador.
A confirmação definitiva da reunião aconteceu apenas após novos contatos conduzidos por interlocutores ligados ao secretário de Estado americano, Marco Rubio. A articulação contou ainda com aliados republicanos próximos de Rubio e com a rede de contatos construída por Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Camisa da Seleção foi barrada pela segurança
Ao chegar para o encontro, Flávio Bolsonaro levava uma camisa da Seleção Brasileira de Futebol como presente para Donald Trump. O item, no entanto, acabou temporariamente retido pela equipe de segurança da Casa Branca para procedimentos de inspeção.
Segundo auxiliares da comitiva, a camisa não pôde ser entregue diretamente ao presidente americano durante a reunião, mas deverá ser liberada posteriormente.
Relatos de integrantes do grupo apontam que Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo participaram apenas rapidamente do encontro. Ambos entraram na sala, cumprimentaram Trump e deixaram o local poucos minutos depois.
A estratégia política era preservar o caráter institucional da reunião e concentrar o protagonismo exclusivamente em Flávio Bolsonaro.
Trump perguntou sobre Jair Bolsonaro
Durante a conversa, Trump questionou o senador sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidente americano quis saber detalhes sobre a prisão domiciliar do ex-mandatário brasileiro e perguntou como a família estava enfrentando o atual cenário político e jurídico no Brasil.
Flávio transmitiu ao republicano um abraço enviado pelo pai. O encontro durou cerca de uma hora e quarenta minutos dentro da Casa Branca.
Ao final da reunião, Trump entregou ao senador brasileiro uma “challenge coin”, moeda simbólica tradicionalmente oferecida por presidentes americanos a aliados políticos, militares e convidados especiais.
Nos bastidores do Partido Liberal, o gesto foi interpretado como um sinal de aproximação política entre o bolsonarismo e o trumpismo.
Após o encontro, o estrategista republicano Jason Miller, aliado próximo de Trump e de Eduardo Bolsonaro, apareceu rapidamente durante a coletiva concedida por Flávio Bolsonaro e cumprimentou o senador diante da imprensa.




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