Caramelo vira influencer e conquista mais de 100 mil seguidores
- Marcus Modesto
- 29 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Um ano após protagonizar uma das cenas mais marcantes da tragédia climática no Rio Grande do Sul, o cavalo Caramelo se tornou uma celebridade nacional. O animal, que ficou cinco dias ilhado no telhado de uma casa em Canoas durante as enchentes de 2024, hoje vive sob os cuidados da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e acumula mais de 100 mil seguidores em seu perfil no Instagram.
O resgate dramático, realizado por bombeiros de São Paulo e transmitido ao vivo por emissoras de TV, viralizou nas redes sociais e transformou o cavalo sem raça definida em um símbolo de resistência. Desde então, Caramelo ganhou um novo lar na fazenda-escola da Ulbra, onde recebe cuidados veterinários e participa de ações educativas e de conscientização.
No Instagram, o perfil oficial do cavalo publica vídeos com inteligência artificial, “selfies”, interações com celebridades e até resenhas bem-humoradas sobre sua alimentação — como um “review” de grama. A repercussão do animal nas redes é tamanha que ele já foi homenageado por artistas como Adriana Calcanhotto e presenteado pelo cantor Grelo durante uma ação do programa Fantástico, da TV Globo.
Segundo a equipe veterinária da universidade, Caramelo chegou em estado crítico, com sinais de desnutrição, desidratação e possível histórico de maus-tratos. “Ele apresentava comportamento agressivo, o que indica traumas anteriores. Com tratamento contínuo, hoje ele tem os níveis de saúde equilibrados”, explicou o veterinário Henrique Mondardo.
A rotina do cavalo inclui dieta controlada, acesso a pastagens e acompanhamento clínico. Por ser um garanhão com perfil reprodutor e territorialista, não interage com outros equinos, para garantir sua segurança e a da equipe.
A adoção oficial pela universidade foi concluída em dezembro de 2024, após uma tentativa frustrada de reivindicação por parte de um comerciante que não conseguiu comprovar a posse. Desde então, Caramelo passou a representar não apenas a memória da tragédia, mas também a força do recomeço.
A imagem do cavalo no telhado, que correu o mundo em 2024, agora dá lugar a um mascote carismático, saudável e influente — um raro símbolo de esperança em meio ao maior desastre natural da história recente do país.




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