Casal é preso suspeito de matar o próprio filho de 2 anos no Rio de Janeiro
- Marcus Modesto
- 12 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Heitor de Souza Alves Gonçalves deu entrada sem vida em maternidade na Zona Norte; pais são investigados por homicídio e maus-tratos
Um casal foi preso neste sábado (12) acusado de envolvimento na morte do próprio filho, o menino Heitor de Souza Alves Gonçalves, de apenas 2 anos. Elaine de Sousa Alves, de 41 anos, e Rafael Alves Gonçalves, de 40, foram detidos por policiais civis da 19ª DP (Tijuca) nos bairros de Benfica e Tomás Coelho, na Zona Norte do Rio. Eles vão responder por homicídio e maus-tratos.
A criança foi levada já sem vida para a Maternidade Fernando Magalhães, em São Cristóvão, na última quarta-feira (9). Diante das circunstâncias suspeitas do óbito, funcionários da unidade acionaram a Polícia Civil, que iniciou imediatamente as investigações.
Cinco pessoas prestaram depoimento na delegacia: os pais da criança, o avô materno, uma cuidadora e a pessoa que socorreu Heitor. Segundo o delegado responsável pelo caso, os relatos e as primeiras provas indicam que o menino foi vítima de maus-tratos cometidos pelos próprios pais. A Justiça acatou o pedido de prisão temporária, e o casal foi localizado e preso neste fim de semana.
As investigações revelaram que Elaine e Rafael já estavam proibidos judicialmente de manter contato com Heitor, após uma denúncia anterior de tentativa de homicídio. No entanto, o avô materno admitiu à polícia que vinha descumprindo a medida protetiva e entregava o menino aos pais diariamente.
A cuidadora que prestou depoimento afirmou que os irmãos gêmeos foram deixados com ela por Rafael, que mencionou que Heitor apresentava vômito e marcas na cabeça. Segundo ela, o estado da criança piorou ao longo do dia, até que desmaiou.
O corpo de Heitor permanece no Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio. Até a manhã deste domingo (13), nenhum familiar havia comparecido para liberar o corpo para sepultamento.
O caso segue sob investigação da Delegacia da Tijuca, que também apura possível omissão de outras pessoas envolvidas. O irmão gêmeo da vítima está sob os cuidados do Conselho Tutelar.
A morte de Heitor gerou comoção entre os profissionais da maternidade e moradores da região, diante da brutalidade do crime e da pouca idade da vítima.




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