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Castro pode renunciar

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 minutos
  • 1 min de leitura

O governador Cláudio Castro pode estar prestes a tomar uma decisão que, nos bastidores, já é tratada como provável: deixar o cargo antes de ser cassado.


O prazo é curto. A ministra Cármen Lúcia marcou para 24 de março a conclusão do julgamento do caso Ceperj. Até aqui, o resultado parcial é claro — 2 a 0 pela perda do mandato.


Diante desse cenário, permanecer no cargo até o fim do processo pode significar uma derrota formal, com alto custo político. Renunciar, por outro lado, muda completamente o jogo.


Sem a cassação, não há eleição direta. A sucessão passa a ser decidida dentro da Assembleia Legislativa, em votação indireta. É justamente aí que entra o cálculo: fora do cargo, mas ainda com influência, Castro teria espaço para atuar nos bastidores e tentar conduzir a escolha de um nome alinhado.


A alternativa é assistir à própria queda, com menos margem de manobra e maior desgaste público.


Não se trata de antecipar o fim — mas de escolher como ele acontece.



 
 
 

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