CEO da ExxonMobil diz a Trump que cenário atual afasta investimentos na Venezuela
- Marcus Modesto
- 11 de jan.
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O comando da ExxonMobil voltou a demonstrar cautela em relação a qualquer retomada de negócios na Venezuela. Em conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada na sexta-feira (9), o presidente e CEO da companhia, Darren Woods, avaliou que o ambiente econômico e institucional do país sul-americano não oferece condições mínimas para novos investimentos no setor de petróleo.
A avaliação foi divulgada publicamente pela própria empresa, em comunicado nas redes oficiais. Segundo Woods, o conjunto de regras em vigor hoje inviabiliza operações de longo prazo. Para ele, o problema não está apenas no mercado, mas principalmente na ausência de segurança jurídica.
Durante o diálogo com Trump, o executivo afirmou que uma eventual volta da ExxonMobil ao país só seria possível com mudanças profundas. Entre elas, a revisão da legislação de hidrocarbonetos e a criação de mecanismos permanentes de proteção aos investimentos estrangeiros, capazes de reduzir riscos e garantir estabilidade contratual.
Apesar do tom crítico, Woods deixou aberta a possibilidade de reavaliar o cenário no futuro. Ele afirmou que, caso haja convite formal do governo venezuelano e garantias claras de segurança, a empresa poderia enviar uma equipe técnica para analisar oportunidades. Segundo o CEO, a ExxonMobil poderia ajudar a recolocar o petróleo venezuelano no mercado internacional, contribuindo para a recuperação financeira do país.
O executivo ressaltou ainda que não há uma posição política definida da empresa em relação ao governo venezuelano, mas destacou que os recursos naturais precisam gerar benefícios diretos para a população local. “Para atuar, é essencial que sejamos bem recebidos e que a atividade seja vantajosa para as comunidades”, pontuou.
Woods também lembrou que a relação da ExxonMobil com a Venezuela é marcada por episódios traumáticos. A empresa iniciou operações no país na década de 1940, mas deixou o território há cerca de 20 anos, após ter ativos confiscados em duas ocasiões. Segundo ele, qualquer tentativa de retorno exigiria garantias muito mais sólidas do que as observadas no passado e no contexto atual.
Com informações Agência Brasil
Foto Reuters




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