Chuva intensa causa caos momentâneo e mobiliza cidades do Sul Fluminense
- Marcus Modesto
- 3 de abr.
- 2 min de leitura
Um temporal rápido e volumoso transformou a rotina de moradores do Sul Fluminense na tarde desta quinta-feira (2). Em menos de uma hora, a forte chuva atingiu cidades como Volta Redonda, Barra Mansa e Resende, provocando alagamentos, quedas de árvores e episódios de granizo, além de grande movimentação nas redes sociais.
Em Volta Redonda, a precipitação ultrapassou os 38 milímetros em curto intervalo, o que foi suficiente para gerar pontos de alagamento em diversas áreas. Locais estratégicos da cidade ficaram parcialmente tomados pela água, como o cruzamento das avenidas Amaral Peixoto e Getúlio Vargas, a região do Instituto de Educação Manuel Marinho, além de trechos da Via Sérgio Braga e do bairro Conforto. Também houve registros nos bairros Vila Santa Cecília e Jardim Amália.
Mesmo com os transtornos, não houve confirmação de ocorrências graves. Um dos episódios registrados foi a queda de um muro no bairro Santa Inês, sem vítimas. A Defesa Civil segue monitorando a situação, enquanto a água escoa gradualmente.
Em Barra Mansa, o cenário foi mais preocupante. O volume de chuva superou os 80 milímetros em menos de uma hora, índice muito acima do previsto para o dia. O temporal, acompanhado de ventos fortes, atingiu bairros como Ano Bom, Centro, Roberto Silveira, Vila Nova, Vila Orlandélia, Saudade, Santa Clara e Verbo Divino, além de regiões da parte Leste.
Entre os danos, chamou atenção a queda de uma palmeira histórica no Parque Centenário Jardim das Preguiças. A árvore caiu sobre a linha férrea na área central, interrompendo temporariamente a circulação de trens. Também houve registros de quedas de árvores e galhos em vários pontos da cidade.
Na Vila Orlandélia, a força do vento arrancou o telhado de uma residência na Rua Francisco Alves, arremessando a estrutura sobre um imóvel vizinho. A rua ficou tomada pela água, dificultando o trânsito de veículos e pedestres.
O prefeito Luiz Furlani informou que equipes municipais foram acionadas imediatamente. A atuação envolve Defesa Civil, Saae e Secretaria de Manutenção Urbana, com foco no atendimento emergencial e na avaliação dos prejuízos.
Segundo a Defesa Civil, o principal fator para os transtornos foi a intensidade da chuva concentrada em um curto período, característica de eventos considerados atípicos. A instabilidade climática estaria ligada à umidade vinda do litoral, especialmente da região de Angra dos Reis.
Até o momento, não há registro de vítimas ou desabrigados nas cidades afetadas.
As autoridades reforçam o alerta para que a população evite áreas alagadas, não enfrente enxurradas e mantenha atenção redobrada no trânsito. Em casos de emergência, os telefones disponíveis são 199, da Defesa Civil, e 193, do Corpo de Bombeiros.




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