Ciclovias da Barra da Tijuca viram alvo de criminosos e ciclistas relatam medo: “É uma armadilha”
- Marcus Modesto
- 12 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
A onda de assaltos nas ciclovias da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, tem deixado ciclistas e pedestres em estado de alerta. Segundo reportagem publicada nesta segunda-feira (12) pelo jornal O Globo, os casos de violência vêm aumentando nas últimas semanas, com maior frequência em feriados e fins de semana, justamente quando o fluxo de pessoas é maior e a presença policial, menor.
Um dos pontos mais afetados é a Ciclovia Tim Maia, que liga o Leblon à Barra. No feriado de 1º de maio, dois homens foram vítimas de um assalto violento na altura da entrada da ciclovia, por volta das 18h. Três criminosos armados com facas saíram da vegetação e abordaram as vítimas de forma agressiva. Segundo relato da esposa de um dos homens, os assaltantes também fizeram ameaças de morte caso a polícia fosse acionada. “Pegaram os celulares com agressividade e disseram que, se chamassem a polícia, iriam atrás deles para matar”, contou.
Após o crime, os dois homens buscaram auxílio de uma viatura da Polícia Militar, mas foram informados de que os agentes não podiam deixar o posto. O caso acabou sendo registrado online e encaminhado para a 16ª Delegacia de Polícia (Barra da Tijuca), que abriu investigação e convocou as vítimas a depor.
Outro caso semelhante ocorreu em 4 de maio, no mesmo trecho da ciclovia. Uma engenheira relatou em suas redes sociais ter sido roubada e criticou a ausência de policiamento: “Não tem guarda municipal, nem PM. Nunca vi. E também não há uma única câmera no trajeto. É uma armadilha”.
A situação também é preocupante na ciclovia da Praia da Reserva, onde um criminoso estaria atacando repetidamente, escondido na vegetação próxima ao quiosque Ilha 5. Relatos dão conta de que ele tem como alvo principal mulheres que transitam sozinhas. Em um dos episódios, duas mulheres foram assaltadas: uma delas levou uma facada e a outra foi espancada. Uma internauta que também foi vítima relatou: “Fui assaltada às 11h40 da manhã”.
Procurada pela reportagem, a Polícia Civil confirmou que o caso da Tim Maia está sendo apurado pela 16ª DP. A Polícia Militar, no entanto, ainda não informou se haverá reforço no policiamento das ciclovias da região, mesmo diante da crescente insegurança.
Com a falta de ações imediatas e a sensação de abandono, cresce entre frequentadores o temor de que as ciclovias — pensadas como espaços de lazer e mobilidade segura — estejam se tornando zonas de risco.




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