Cine Zumbi abre temporada 2026 com filme sobre intolerância religiosa
- Marcus Modesto
- 19 de jan.
- 2 min de leitura
O Memorial Zumbi, localizado na Vila Santa Cecília, em Volta Redonda, será palco, na próxima quinta-feira (22), às 18h30, da abertura da temporada 2026 do projeto Cine Zumbi. A primeira sessão do ano exibe o curta-metragem Do Meu Lado, dirigido por Tarcísio Lara Puiati, seguido de uma mesa de debate sobre intolerância religiosa e convivência entre diferentes crenças.
A programação integra as atividades alusivas ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro, e propõe ampliar o diálogo sobre liberdade de fé, respeito e diversidade religiosa no município.
O curta apresenta a relação entre duas mulheres que vivem lado a lado: uma praticante da umbanda e outra evangélica. A rotina das vizinhas é atravessada por um problema estrutural — uma infiltração que rompe a parede entre as casas — e esse episódio cotidiano se transforma em metáfora para discutir preconceitos, conflitos silenciosos e a possibilidade de empatia entre universos religiosos distintos.
Após a exibição, o público poderá acompanhar um debate mediado por Pai Sid Soares. Participam da conversa Eduardo Nascimento, jornalista especializado em Legislação e Políticas Culturais; Bárbara Bustamante Costa Braga, Mãe Pequena do Templo de Umbanda Reino dos Orixás (Turo) e coordenadora do Cras Voldac e do Centro de Convivência do Aero Clube; o secretário municipal de Ordem Pública, coronel Luiz Henrique; e Diana Mara Freitas, Mame’tu N’dange, representante do Terreiro de Axé Omariô de Jurema e coordenadora do Cras São Cristóvão.
Para a coordenadora do Memorial Zumbi, Renata Ferreira, a escolha do tema para abrir o calendário anual reforça um posicionamento claro do espaço cultural. Segundo ela, o encontro vai além da exibição do filme e se propõe a ouvir quem vive a realidade dos terreiros, além de discutir o papel do poder público na preservação das memórias e na proteção do povo de Axé em Volta Redonda.
“Esse debate é fundamental para deixar claro que não se trata de tolerância, mas de respeito. As pessoas de Axé querem seus direitos garantidos e suas histórias preservadas. Abrir o Cine Zumbi com esse tema é um posicionamento necessário”, destacou.
Foto Arquivo




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