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Combustíveis mais caros: aumento já chega às bombas no Rio

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Os motoristas do estado do Rio de Janeiro já começaram a sentir no bolso a nova escalada no preço dos combustíveis. Em apenas uma semana, postos da capital registraram reajustes na gasolina, no diesel e também no etanol, elevando os custos para quem depende do carro no dia a dia.


Levantamento divulgado pelo jornal O Globo identificou aumento em nove dos dez postos pesquisados. Em alguns casos, a alta foi significativa em um curto espaço de tempo.


Em um posto localizado na região central da cidade, o diesel teve uma das maiores variações observadas. O litro passou de R$ 5,97 para R$ 6,49 em apenas sete dias — um aumento de 8,71%. No mesmo estabelecimento, a gasolina subiu de R$ 6,07 para R$ 6,39, enquanto o etanol passou de R$ 4,83 para R$ 5,09.


Entre os postos visitados, somente um, situado no bairro de Botafogo, na Zona Sul da capital, manteve os preços estáveis durante o período analisado. Já em um posto da Zona Norte, a gasolina e o etanol permaneceram inalterados, mas o diesel também sofreu reajuste, passando de R$ 6,29 para R$ 6,49.


A elevação dos preços ocorre em um momento de instabilidade no mercado internacional de petróleo. As tensões no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo e derivados no mundo, têm pressionado as cotações globais.


No Brasil, os reflexos são inevitáveis. Embora a Petrobras adote uma política que evita repassar imediatamente todas as oscilações do mercado externo, o país ainda depende da importação de parte da gasolina e do diesel consumidos internamente. Como esses produtos importados seguem os preços internacionais, os reajustes acabam chegando às bombas.


A estatal anunciou que elevará o preço do diesel vendido às distribuidoras em R$ 0,38 por litro a partir deste sábado — aumento de 11,6%. Segundo a presidente da empresa, Magda Chambriard, o reajuste poderia ter sido ainda maior, chegando a cerca de R$ 0,70 por litro, caso não houvesse intervenções adotadas pelo governo federal.


Para tentar reduzir o impacto, o governo anunciou um pacote de medidas voltado principalmente ao diesel. Entre as ações estão a concessão de subsídios para importadores e produtores, a isenção temporária de tributos federais como PIS e Cofins, além da criação de um imposto provisório sobre a exportação de óleo bruto e diesel. Também estão previstas multas para empresas que não repassarem os benefícios ao consumidor.


Mesmo com essas iniciativas, o aumento já pesa no cotidiano de quem precisa abastecer. O empresário Eduardo Castro, de 59 anos, que abastecia em um posto no bairro do Maracanã, afirmou que o reajuste era esperado diante do cenário internacional.


Diante da alta, muitos consumidores passaram a pesquisar preços antes de abastecer. Motoristas de aplicativo e taxistas, especialmente, têm buscado alternativas para reduzir o impacto no orçamento — seja utilizando aplicativos que oferecem descontos, seja ampliando a jornada de trabalho para compensar o aumento nos custos.





 
 
 

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