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Condado pede socorro: moradores da Rua Mário Albino denunciam falta d’água e abandono

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 28 de fev.
  • 2 min de leitura

Paraty: “Sr. prefeito Zezé Porto, por favor, nos ajude. Na Rua Mário Albino, no Condado,em Paraty não temos nem água para lavar a casa.”

O apelo, direto e desesperado, resume a situação enfrentada por famílias do bairro Condado, que relatam dias — e em alguns casos semanas — de abastecimento irregular.


Segundo moradores, a falta d’água compromete tarefas básicas, como higiene pessoal, limpeza das residências e preparo de alimentos. Em um período de calor intenso e risco sanitário elevado, a ausência de abastecimento regular deixa crianças, idosos e pessoas doentes em condição ainda mais vulnerável.


Rotina de improvisos


Relatos apontam que a solução tem sido improvisar: armazenar água da chuva, depender de vizinhos ou comprar galões, o que pesa no orçamento doméstico. “Não temos água nem para lavar a casa depois das enxurradas. A sujeira fica, o mau cheiro aumenta e ninguém aparece para resolver”, afirma uma moradora.


Além da escassez, os residentes também reclamam da falta de informação oficial sobre o motivo do problema e, principalmente, sobre prazos para normalização do serviço.


Responsabilidade pública


O fornecimento de água é serviço essencial. A Constituição garante o acesso a condições mínimas de dignidade, e a interrupção prolongada de abastecimento fere diretamente esse princípio. Cabe ao poder público — seja por gestão direta ou concessão — assegurar regularidade e transparência.


Moradores cobram uma resposta do prefeito Zezé Porto e da secretaria responsável pelo setor. Querem saber:

• Qual a causa da interrupção?

• Existe previsão concreta para normalização?

• Haverá envio de caminhão-pipa emergencial?

• Que medidas estruturais serão adotadas para evitar que o problema se repita?


Silêncio que amplia a revolta


Até o momento, segundo os moradores, não houve posicionamento público detalhado sobre a situação específica da Rua Mário Albino. A ausência de comunicação oficial amplia a sensação de abandono.


Em um cenário de dificuldades econômicas e desafios urbanos crescentes, a falta de água não pode ser tratada como ocorrência pontual. Trata-se de um direito básico.


O bairro Condado pede socorro — e espera que o apelo não seja ignorado.

Foto reprodução


 
 
 

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