Congresso elege novos presidentes da Câmara e do Senado neste sábado
- Marcus Modesto
- 1 de fev. de 2025
- 2 min de leitura
Deputados e senadores vão eleger neste sábado (3) os novos presidentes da Câmara e do Senado, que comandarão o Congresso Nacional até o fim de 2026. O cenário já está praticamente definido: Hugo Motta (Republicanos-PB) deve assumir a presidência da Câmara dos Deputados, enquanto Davi Alcolumbre (União-AP) deve ser escolhido para presidir o Senado.
Esses dois cargos são estratégicos, pois cabe aos presidentes das Casas definir quais projetos serão pautados para votação. Além disso, eles terão papel fundamental na relação com o governo federal, podendo facilitar ou dificultar a aprovação de propostas do Executivo.
A votação no Senado terá início às 10h, enquanto na Câmara o processo começará às 16h. No mesmo dia, também serão eleitos os demais integrantes das Mesas Diretoras. Altineu Cortes (PL-RJ) deve ser o vice-presidente da Câmara, e Eduardo Gomes (PL-TO) deve ocupar a vice-presidência do Senado.
Principais pautas do novo Congresso
Entre os projetos que devem tramitar ao longo de 2025, um dos mais relevantes é a Reforma do Imposto de Renda, que pode isentar quem ganha até R$ 5 mil e aumentar a tributação sobre os mais ricos. Outra proposta de destaque é a regulamentação do trabalho dos motoristas de aplicativos, como Uber e 99, garantindo direitos trabalhistas à categoria.
Também deve avançar a proposta que regula a atuação das redes sociais no Brasil, definindo regras para plataformas como Facebook, Google e X (antigo Twitter). O debate sobre o uso de celulares nas escolas também está na pauta, com um projeto que passou por diversas modificações na Comissão de Educação da Câmara.
Impacto na relação com o governo
A condução das presidências da Câmara e do Senado pode influenciar diretamente a governabilidade do presidente Lula. Uma relação harmoniosa com o Congresso facilita a aprovação de projetos do Executivo, enquanto um ambiente de confronto pode gerar dificuldades, como ocorreu no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
A eleição deste sábado marca mais uma etapa da democracia brasileira, que segue se consolidando após enfrentar um período de turbulência e resistência a tentativas de golpe de Estado.




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