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Controladoria convoca Furlani para dar explicações sobre finanças do município

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 24 de fev.
  • 2 min de leitura

A Controladoria-Geral do Município publicou edital convocando audiência pública para o dia 26 de fevereiro de 2026, às 11h, no plenário da Câmara Municipal de Barra Mansa, para apresentação das metas fiscais do 3º quadrimestre de 2025. No papel, trata-se de uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal. Na prática, é a oportunidade — talvez a última — para o prefeito Luiz Furlani explicar à cidade o que realmente aconteceu com as finanças do município.


Não se trata apenas de números em planilhas. Barra Mansa viveu a decretação de calamidade financeira, medida extrema que pressupõe colapso nas contas públicas. Se havia calamidade, o cenário era grave. Então a pergunta é simples: qual era o tamanho real do rombo? O que levou a esse ponto? E por que a população não teve acesso, até agora, a um diagnóstico claro e detalhado da situação?


A crise fiscal veio acompanhada de denúncias envolvendo irregularidades na folha de pagamento e suspeitas de desvios no Restaurante Popular. Casos sérios, que abalaram a credibilidade da administração municipal e levantaram dúvidas sobre controle interno, fiscalização e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.


Promessas de apuração foram feitas. Discursos duros foram proferidos. Mas transparência efetiva exige mais do que palavras: exige relatórios públicos, identificação de prejuízos, nomes, valores e medidas concretas de responsabilização.


A audiência pública não pode ser transformada em ato protocolar para cumprir tabela diante da lei. A cidade espera respostas objetivas:


– Qual o impacto financeiro real do decreto de calamidade?

– Quanto o município devia e quanto deve hoje?

– Qual foi o prejuízo causado pelos escândalos na folha?

– O que ocorreu no caso do Restaurante Popular?

– Quem foi responsabilizado administrativa e judicialmente?


A Controladoria convocou. Agora cabe ao prefeito comparecer não apenas fisicamente, mas politicamente — com coragem para explicar, detalhar e assumir responsabilidades.


Barra Mansa não precisa de mais um evento técnico. Precisa de verdade.

Foto arquivo



 
 
 

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