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Copacabana entra em clima de virada e Rio celebra título de maior réveillon do mundo

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 31 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Faltando poucas horas para a chegada do novo ano, Copacabana já vive o ritmo intenso de uma festa que projeta o Rio de Janeiro para o mundo. Reconhecido oficialmente pelo Guinness Book como o maior réveillon do planeta, o evento transforma a cidade em um grande palco a céu aberto, reunindo moradores, turistas e uma complexa operação de serviços públicos.


O título foi entregue na manhã desta terça-feira (30) ao prefeito Eduardo Paes, diretamente no palco principal montado na orla. O reconhecimento internacional reforça a dimensão do evento, que há décadas figura entre as maiores celebrações de Ano Novo do mundo.


Desde cedo, a movimentação na praia chama a atenção. Curiosos, trabalhadores e visitantes circulam pela orla observando a montagem dos palcos, a instalação de equipamentos e os últimos ajustes para a noite da virada. A professora aposentada Márcia Matos, moradora da Barra Olímpica, acompanhava os preparativos ao lado do marido. Segundo ela, a expectativa é de uma festa bonita e bem organizada, mesmo para quem prefere evitar grandes aglomerações.


O réveillon carioca também atrai famílias de diferentes regiões do país. O empresário Antônio Francisco Viana desembarcou no Rio vindo do Acre para passar a virada em Copacabana. Embora já conhecesse a cidade, será sua primeira experiência no réveillon. Para ele, a hospitalidade e a beleza do Rio tornam o momento ainda mais especial.


Entre os novos moradores, a médica Sâmela Talisa Meireles vive uma experiência inédita. Integrante do programa Mais Médicos, ela afirma que celebrar o Ano Novo na cidade representa a realização de um sonho. “Foi uma mudança grande, mas hoje me sinto em casa”, contou.


O clima cosmopolita se completa com a presença de turistas estrangeiros. Visitantes da Inglaterra destacaram o contraste entre o inverno europeu e o verão carioca. Para eles, a combinação de praia, música e celebração ao ar livre torna o réveillon do Rio uma experiência única.


A festa ocorre em um momento de forte crescimento do turismo internacional. Somente em outubro, o Rio alcançou a marca de 1,8 milhão de visitantes estrangeiros, ajudando o Brasil a ultrapassar 9 milhões de turistas ao longo de 2025.


A programação deste ano é uma das mais amplas já realizadas. Serão 13 palcos e cerca de 70 atrações espalhadas pela cidade. A expectativa da prefeitura é de reunir aproximadamente 5 milhões de pessoas, com impacto estimado de R$ 3,34 bilhões na economia. Em Copacabana, mais de 2 milhões de pessoas devem ocupar os 4,5 quilômetros de orla.


Além dos shows, o público será surpreendido por um espetáculo tecnológico inédito. Um balé de 1,2 mil drones vai iluminar o céu com imagens e mensagens sincronizadas ao som ambiente. Já a tradicional queima de fogos promete entrar para a história, com 12 minutos de apresentação lançada por 19 balsas — a maior já realizada na praia.


Na orla de Copacabana, três palcos concentram os principais shows, com apresentações de Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Belo, Alcione, João Gomes, Iza, DJ Alok e a escola de samba Beija-Flor de Nilópolis. Outros dez palcos distribuídos pela cidade ampliam o alcance da festa, reforçando o réveillon como um dos maiores eventos culturais e turísticos do país.

Foto Tânia Rego


 
 
 

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