Copacabana faz história e abre 2026 com espetáculo que mistura tradição, tecnologia e multidão
- Marcus Modesto
- 1 de jan.
- 2 min de leitura
Copacabana voltou a ser o epicentro da virada do ano e confirmou, mais uma vez, por que o Rio de Janeiro abriga o maior réveillon do planeta. Milhões de cariocas e turistas ocuparam a areia e a Avenida Atlântica para acompanhar a chegada de 2026 em um clima de festa, emoção e celebração coletiva.
A tradicional queima de fogos iluminou o céu da Zona Sul durante cerca de 12 minutos e ganhou contornos históricos nesta edição. Pela primeira vez, 19 balsas foram utilizadas no espetáculo pirotécnico, número muito superior ao de anos anteriores, que costumavam operar com até dez embarcações. Toda a estrutura passou por vistoria da Diretoria-Geral de Diversões Públicas do Corpo de Bombeiros, responsável pela segurança do evento.
A direção artística ficou nas mãos do cenógrafo francês Christophe Berthonneau, nome conhecido em grandes produções internacionais, como Copas do Mundo e Jogos Olímpicos. Além dos fogos, o público foi surpreendido por um show inédito de drones, que levou inovação e simbolismo ao céu de Copacabana.
Ao todo, 1.200 drones formaram imagens em homenagem ao Rio de Janeiro. Um dos momentos mais marcantes da apresentação foi a criação de um rosto humano luminoso no céu, cena que arrancou aplausos, gritos e celulares erguidos por toda a orla.
A música também teve papel central na noite da virada. O Réveillon 2026 contou com 70 atrações espalhadas por 13 palcos em diferentes pontos da cidade, sendo três em Copacabana. No Palco Rio, montado em frente ao Copacabana Palace, passaram artistas consagrados e nomes populares da atualidade, como Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Belo, Alcione, João Gomes, Iza, Alok e a bateria da Beija-Flor de Nilópolis.
A maior concentração de público ficou na areia em frente ao palco principal e nas pistas da Avenida Atlântica, interditadas para veículos durante a festa. Apesar do volume impressionante de pessoas, as calçadas próximas aos prédios tiveram circulação mais tranquila ao longo da noite.
Após a virada, a cidade iniciou ainda de madrugada a operação de retorno. A partir das 5h, as vias internas de Copacabana começaram a ser liberadas gradualmente, encerrando mais uma edição histórica do réveillon carioca.




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