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Correios registram rombo bilionário e aceleram plano para recuperar as contas

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 23 de abr.
  • 2 min de leitura

A Correios fechou 2025 com um prejuízo de R$ 8,5 bilhões, em um cenário marcado pela queda de receitas e piora nos indicadores financeiros. O faturamento bruto somou R$ 17,3 bilhões, representando uma retração de 11% em comparação ao ano anterior.


Os números foram divulgados pelo presidente da estatal, Emmanoel Rondon, durante a apresentação dos primeiros 100 dias do plano de reestruturação, criado após a identificação de um quadro considerado crítico. À época, a empresa já acumulava patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e perdas superiores a R$ 6 bilhões até setembro de 2025.


A estratégia inicial da reestruturação tem como prioridade reorganizar o fluxo de caixa e colocar em dia compromissos com fornecedores e prestadores de serviço. A ideia é restabelecer a previsibilidade financeira e garantir condições mínimas para a continuidade das operações.


Como medida emergencial, a estatal contratou cerca de R$ 12 bilhões em crédito junto a instituições financeiras. O objetivo foi regularizar pagamentos atrasados recuperar a confiança de parceiros, funcionários e clientes.


No campo estrutural, a empresa deu início à venda de imóveis que não têm função operacional. A expectativa é arrecadar aproximadamente R$ 1,5 bilhão com os leilões, além de reduzir custos de manutenção desses ativos.


Outra frente adotada foi a retomada do Programa de Demissão Voluntária, reaberto em janeiro de 2026. Até o momento, 3.075 empregados aderiram, número que corresponde a cerca de 30% da meta estipulada. A projeção é de uma economia de R$ 1,4 bilhão a partir de 2027.


O plano também inclui medidas mais amplas, como revisão do plano de saúde dos trabalhadores, renegociação de passivos judiciais e o fechamento de parte das agências — cerca de 16% da rede atual.


Somadas, as ações devem gerar uma redução de despesas estimada em R$ 5 bilhões até 2028. A expectativa da direção da estatal é que o pacote permita reequilibrar as finanças e retomar a sustentabilidade econômica nos próximos anos.



 
 
 

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