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CPMI do INSS aprova requerimentos envolvendo Lulinha e sessão termina em tumulto

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 26 de fev
  • 2 min de leitura

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI), que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, votou nesta quinta-feira (26) uma extensa pauta de requerimentos que inclui pedidos de quebra de sigilo fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A sessão, marcada por intensos debates, terminou com discussão acalorada entre parlamentares e precisou ser suspensa por alguns momentos.


Convocação e quebras de sigilo


Na pauta, estavam 87 requerimentos votados pelo colegiado, incluindo o pedido de quebras de sigilo de Lulinha — apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) — em meio às apurações sobre supostas irregularidades envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS. A comissão também deliberou sobre convocações de dirigentes de bancos e outras figuras ligadas à investigação, além de ouvir depoimentos de investigados no decorrer da reunião.


O foco na figura de Lulinha e as suspeitas levantadas por integrantes da CPMI provocaram forte reação entre parlamentares. A votação dos requerimentos gerou bate-boca entre membros do colegiado, com confrontos verbais e protestos dirigidos à mesa diretora, que precisou interromper os trabalhos para restabelecer a ordem. Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver governistas se aproximando da presidência da comissão para contestar a condução dos debates.


Tensão entre parlamentares


Os ânimos se exaltaram sobretudo quando foram discutidos temas sensíveis ligados a figuras políticas de destaque, gerando acusações cruzadas entre aliados e opositores. Em pelo menos um momento da sessão, houve troca de palavras entre deputados, com expressões como “mentiroso” sendo ouvidas na tribuna, o que levou à suspensão temporária dos trabalhos para acalmar os parlamentares e permitir a continuidade da sessão.


A CPMI investiga um amplo esquema de fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários, que resultou em prisões e medidas cautelares em operações policiais anteriores. As quebras de sigilo e convocações votadas nesta quinta-feira ocorrem em um momento em que a comissão ainda tenta concluir seus trabalhos antes do prazo final de funcionamento, previsto originalmente para março, com líderes estudando a possibilidade de solicitar prorrogação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).


A participação de Lulinha na CPMI ainda está em debate, com governistas criticando tentativas de “politização” da investigação e opositores defendendo a necessidade de aprofundar as apurações envolvendo nomes citados pela comissão.


Foto Reprodução


 
 
 

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