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Crise em Cabo Frio: quando a esperança cede lugar à suspeita

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 21 de abr. de 2025
  • 1 min de leitura

A deflagração de um mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal na residência do prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho, em abril de 2025, marca mais do que um capítulo policial — inaugura um novo ciclo de desgaste institucional numa cidade que já acumula traumas administrativos. Em um estado cronicamente exposto a escândalos envolvendo seus gestores públicos, o caso de Cabo Frio se soma a uma longa série de promessas não cumpridas, governos contaminados por interesses pessoais e políticas públicas sequestradas por dinâmicas clientelistas.


Dr. Serginho não era um outsider. Pelo contrário: ex-deputado estadual, ex-secretário de Estado e figura central no governo Cláudio Castro, sua chegada ao poder municipal veio carregada de expectativas de moralização da política e reconstrução institucional. Nos primeiros meses, parecia entregar: reorganização da máquina, discurso técnico, obras anunciadas. Mas a súbita entrada da Polícia Federal na sede de sua vida privada rasga o véu da estabilidade e mergulha a cidade num cenário de incerteza.


Não se trata aqui de prejulgar. A investigação é sigilosa e o devido processo legal deve prevalecer. Mas o impacto simbólico é inegável. Quando a PF bate à porta de um prefeito em exercício, o abalo vai além da figura pessoal: corrói a confiança pública, paralisa decisões e abre espaço para narrativas.




 
 
 

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