Crise envolvendo Daniel Vorcaro faz PL reavaliar cenário da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro
- Marcus Modesto
- 20 de mai.
- 2 min de leitura
A direção nacional do Partido Liberal estabeleceu um prazo interno de até 15 dias para analisar os impactos políticos da crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Nos bastidores, dirigentes admitem preocupação com o desgaste crescente da pré-candidatura do parlamentar à Presidência da República em 2026.
O cenário se agravou após Flávio confirmar ter visitado Vorcaro em São Paulo durante o período em que o empresário utilizava tornozeleira eletrônica. A revelação provocou desconforto entre integrantes da legenda, que passaram a temer novos desdobramentos do caso.
Segundo o senador, o encontro ocorreu exclusivamente para tratar do financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O projeto cinematográfico passou a ser investigado após movimentações financeiras milionárias ligadas à produção entrarem no radar da Polícia Federal.
A crise aumentou depois da divulgação de áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro cobrando pagamentos de Vorcaro. Dentro do partido, parlamentares passaram a questionar se novas informações poderão surgir nas próximas semanas, ampliando o desgaste político do senador.
Partido discute alternativas nos bastidores
Embora publicamente dirigentes do PL mantenham apoio à pré-candidatura de Flávio, lideranças da sigla já discutem possíveis alternativas para a eleição presidencial de 2026 caso a crise avance.
Entre os nomes mencionados internamente aparecem a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a senadora Tereza Cristina e o senador Rogério Marinho, que atualmente coordena a articulação política da pré-campanha presidencial.
Apesar das especulações, Rogério Marinho negou qualquer possibilidade de substituição e declarou que Flávio segue como o principal nome do partido para a disputa.
Reunião em Brasília expôs desconforto entre parlamentares
Em encontro realizado em Brasília com deputados e senadores da legenda, Flávio Bolsonaro tentou conter a crise e pediu desculpas por não ter detalhado anteriormente sua relação com Vorcaro.
Segundo relatos de participantes, o senador afirmou diversas vezes que não existe nenhuma ligação além das negociações envolvendo o filme. Mesmo assim, parte dos parlamentares demonstrou preocupação com a condução política do caso e cobrou esclarecimentos mais objetivos.
A avaliação interna é de que o partido precisa reorganizar sua estratégia de comunicação para evitar que o episódio provoque isolamento político do pré-candidato em um momento considerado decisivo para a construção eleitoral de 2026.
Aliados tentam reduzir impactos
Aliados próximos defendem que Flávio Bolsonaro intensifique agendas públicas e amplie o diálogo com empresários e lideranças políticas. O senador deve cumprir compromissos em São Paulo nos próximos dias, incluindo reuniões na região da Faria Lima com representantes do mercado financeiro.
O episódio também gerou reações entre apoiadores históricos da família Bolsonaro. O pastor Silas Malafaia afirmou que o apoio de setores evangélicos poderá ser afetado caso surjam novas informações sobre a origem e a destinação dos recursos ligados ao filme.
Já o influenciador Paulo Figueiredo criticou a condução da crise e avaliou que o grupo político enfrenta dificuldades na comunicação pública do episódio.




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