top of page
Buscar

Crise no Centrão: Estilo autoritário de Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) provoca racha na Câmara

Foto do escritor: Marcus Modesto
Marcus Modesto
9 de abr. de 2025
2 min de leitura

Deputado enfrenta resistência dentro do próprio partido e provoca onda de solidariedade a Hugo Motta após ameaças e ataques pessoais articulados com o pastor Silas Malafaia


O estilo de liderança do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) tem causado desconforto até mesmo dentro do PL e entre parlamentares do Centrão, segundo revelou o jornalista Octávio Guedes em seu blog no portal G1. A recente decisão do deputado de obstruir os trabalhos da Câmara dos Deputados até que o projeto de anistia fosse colocado em votação não teve apoio unânime — nem mesmo dentro do seu partido.


Apesar das divergências internas, Sóstenes manteve a estratégia e chegou a ameaçar divulgar os nomes dos parlamentares que não haviam assinado o requerimento de urgência da anistia. A atitude, vista como uma tentativa de constranger colegas, foi considerada um ponto de ruptura. “Até o Lindbergh Farias tá mais flexível”, ironizou um deputado do PL.


Entre os bastidores, parlamentares acusam Sóstenes de seguir mais as orientações do pastor Silas Malafaia do que do próprio partido. Malafaia, aliado próximo de Bolsonaro, tem funcionado como porta-voz das críticas mais duras, expressando aquilo que o próprio Sóstenes ou o ex-presidente evitam dizer diretamente.


Foi Malafaia quem chamou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de “vergonha da Paraíba” e o acusou de covardia, afirmando que Motta teria “o rabo preso” e, por isso, não apoiaria o projeto de anistia — temendo uma eventual investigação do Supremo Tribunal Federal (STF).


As ameaças públicas, os ataques pessoais e a tentativa de intimidação acabaram gerando uma onda de solidariedade em favor de Hugo Motta. O movimento de Sóstenes, ao contrário do esperado, isolou o deputado e fortaleceu o presidente da Câmara entre os pares.


O desfecho foi o recuo duplo: o PL desistiu de manter a obstrução das atividades legislativas, e Sóstenes voltou atrás na ameaça de divulgar os nomes dos parlamentares contrários à urgência da anistia, declarando nas redes sociais que a exposição estava “adiada”.


A crise atual traz à tona comparações históricas. Mesmo quando PMDB, PFL e até o PT tiveram grandes bancadas na Câmara, seus líderes evitaram bater de frente com o bloco mais poderoso da Casa desde o governo Sarney: o Centrão



 
 
 

Comentários


bottom of page