De Volta Redonda para o mundo: músico formado no projeto Cidade da Música brilha nos EUA
- Marcus Modesto
- 8 de mar. de 2025
- 2 min de leitura
O contrabaixista Daniel Diniz Magalhães, de 35 anos, está prestes a concluir seu doutorado em música nos Estados Unidos, mas sua trajetória começou bem antes, em Volta Redonda. Criado na rede pública de ensino e formado pelo projeto Volta Redonda Cidade da Música, ele é um exemplo de como a educação musical pode transformar vidas e abrir portas para o cenário internacional.
A relação de Daniel com a música começou em 2001, aos 11 anos, quando ainda estudava no Colégio Getúlio Vargas, da Fundação Educacional de Volta Redonda (Fevre). No projeto mantido pela prefeitura, ele teve contato com diferentes formações musicais, passando por aulas de pífaro, coro infantojuvenil e violoncelo. No ano seguinte, migrou para o contrabaixo, instrumento que definiria sua carreira. Foi aluno do renomado professor Sandrino Santoro e, desde então, trilhou uma jornada de dedicação e aprendizado.
Daniel passou por todas as etapas do Cidade da Música, atuando como aluno, monitor, auxiliar e professor. Sua experiência no projeto o levou a tocar em palcos prestigiados, como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Sala Cecília Meireles e a Sala São Paulo. Com essa bagagem, conquistou uma vaga no curso de Licenciatura em Música no Conservatório Brasileiro de Música e, posteriormente, obteve o bacharelado em Contrabaixo pela Unirio, onde foi aprovado em primeiro lugar.
Uma ponte entre Volta Redonda e os EUA
Atualmente, Daniel atua como contrabaixista em importantes orquestras no estado do Mississipi e é candidato ao título de doutor pela University of Southern Mississippi (USM). Desde que chegou aos EUA, ele tem promovido um intercâmbio entre a USM e o Cidade da Música, fortalecendo a conexão entre as instituições e incentivando a troca de conhecimentos.
Em uma de suas iniciativas, Daniel recebeu a maestra Sarah Higino na USM para reger um concerto especial em homenagem à música brasileira, com a obra Choros nº 10, de Heitor Villa-Lobos. Também levou para a universidade o maestro Nicolau Martins de Oliveira, idealizador do projeto Cidade da Música, para reger uma das bandas sinfônicas da instituição.
Em 2024, Daniel conquistou o título de mestre em Contrabaixo pela USM, na classe do professor Marcos Machado. Como integrante da Acadiana Symphony Orchestra, participou de uma turnê pela Polônia, se apresentando em teatros renomados como a Cracow Opera House e espaços culturais de Varsóvia, a capital do país.
Música como transformação
O músico reforça que sua trajetória só foi possível graças ao aprendizado adquirido no projeto Cidade da Música. Para ele, mais do que ensinar a tocar um instrumento, o projeto ofereceu lições de disciplina, trabalho em equipe e dedicação.
“Olhar para trás e ver tudo o que construí me enche de gratidão pelo Volta Redonda Cidade da Música. Foi ali que descobri minha paixão e minha vocação. Esse projeto abriu portas, construiu sonhos e me tornou quem sou hoje. Gratidão não prescreve, e a minha pelo projeto é eterna”, afirma Daniel.
A história do músico faz parte da série Gratidão Não Prescreve, da Prefeitura de Volta Redonda, que destaca relatos de pessoas impactadas positivamente por serviços oferecidos pelo município.
Foto Secom/PMVR




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