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Defesa de Felipe Vorcaro apresenta nova perícia ao STF e tenta reverter prisão preventiva

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 37 minutos
  • 2 min de leitura

A defesa do empresário Felipe Cançado Vorcaro protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um novo pedido para revogar a prisão preventiva decretada na Operação Compliance Zero. O recurso foi encaminhado ao ministro relator do caso com base em uma perícia particular que questiona uma das circunstâncias apontadas pela Polícia Federal para justificar a medida cautelar.


Os advogados sustentam que um laudo técnico especializado descarta a presença de Felipe Vorcaro em imagens registradas por câmeras de segurança de um condomínio de alto padrão em Trancoso, na Bahia. Os registros foram utilizados pela investigação para embasar a tese de que o empresário teria deixado o local antes da chegada dos agentes federais que cumpriam mandados da operação.


De acordo com a defesa, o estudo utilizou técnicas de comparação facial reconhecidas internacionalmente e concluiu que nenhuma das pessoas que aparecem circulando em um carrinho de golfe nas imagens corresponde ao empresário. Os especialistas contratados apontaram que os indivíduos registrados seriam outras pessoas hospedadas no condomínio à época dos fatos.


A suposta saída antecipada do local foi citada pela Polícia Federal como um possível indicativo de tentativa de evitar a ação dos investigadores. Segundo a apuração, um homem com características semelhantes às de Felipe Vorcaro teria sido visto se deslocando pelo empreendimento pouco antes do início da diligência policial.


Os advogados, entretanto, afirmam que as próprias gravações demonstram que o veículo retornou à residência minutos depois e que não houve qualquer comportamento destinado a impedir ou dificultar o cumprimento das medidas judiciais. Para a defesa, a interpretação dada às imagens pela investigação não encontra respaldo técnico.


Além da contestação sobre os registros de vídeo, o pedido também leva ao STF documentos relacionados a operações financeiras que, segundo os defensores, esclarecem movimentações analisadas durante a investigação. A argumentação é de que parte dessas informações não teria sido considerada quando a Segunda Turma da Corte decidiu manter a prisão preventiva.


Felipe Vorcaro é investigado por suposta participação no núcleo financeiro-operacional de uma organização criminosa apurada no chamado caso Master. A defesa nega qualquer envolvimento do empresário em atividades ilícitas e afirma que não existem elementos concretos que justifiquem sua permanência em prisão preventiva.


A análise dos novos argumentos caberá agora ao ministro André Mendonça, que deverá decidir se os elementos apresentados são suficientes para reavaliar a medida cautelar atualmente em vigor.



 
 
 

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