Delação de Mauro Cid cita Michelle Bolsonaro como instigadora de golpe de Estado
- Marcus Modesto
- 19 de fev. de 2025
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A delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, tornada pública por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), trouxe à tona revelações sobre uma ala radical do governo de Jair Bolsonaro (PL). Cid afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi uma das principais instigadoras que pressionavam o ex-presidente a promover um golpe de Estado.
Além de Michelle, Cid mencionou nomes como Onyx Lorenzoni, Jorge Seiff, Gilson Machado, Magno Malta, Eduardo Bolsonaro e o general Mario Fernandes. Segundo ele, esse grupo insistia para que Bolsonaro não aceitasse o resultado das eleições de 2022 e tomasse medidas para se manter no poder.
Em resposta às acusações, o advogado da família Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, classificou-as como “absurdas e sem qualquer amparo na verdade”. O deputado federal Eduardo Bolsonaro também rebateu as declarações de Cid, afirmando que envolver seu nome nessa narrativa “não passa de fantasia, devaneio”.
A delação de Mauro Cid é uma das peças-chave na denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, contra Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas, incluindo ex-ministros e um ex-chefe da Marinha. Eles são acusados de tentar abalar a democracia brasileira ao não aceitar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.
Bolsonaro é apontado como o líder do esquema e pode enfrentar penas de até 43 anos de prisão por crimes como tentativa de abolição do Estado democrático e participação em organização criminosa. O Supremo Tribunal Federal avaliará as denúncias e decidirá sobre a abertura do processo.
Mesmo inelegível até 2030, Bolsonaro continua sendo uma figura influente na direita brasileira e classificou as acusações como “vagas” e fruto de um regime que precisa fabricar inimigos internos. Ele negou qualquer envolvimento em conspirações contra Lula ou ministros do STF.




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