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Deputada Carla Zambelli deixa o Brasil após condenação e planeja permanecer no exterior

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 4 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Brasília, 05 de junho de 2025– A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), anunciou ontem que vai se licenciar do mandato e permanecer no exterior para evitar a prisão. Segundo informações de assessores, ela já está na Flórida (EUA) e pretende seguir para a *

Itália nos próximos dias.


Zambelli foi condenada em maio deste ano junto com o hacker Walter Delgatti, em um caso que investigou a invasão ilegal de dados do CNJ. A pena inclui, além da prisão, a perda do mandato parlamentar. No entanto, a deputada recorreu da decisão e, enquanto o processo não se encerra, optou por deixar o país.


Fuga e possibilidade de prisão no exterior

Fontes próximas à parlamentar afirmam que ela **não teme ser presa fora do Brasil**, pois acredita que a Interpol não aceitaria incluir seu nome na difusão vermelha um alerta internacional para a captura de foragidos. Especialistas em direito internacional, no entanto, ponderam que, dependendo do trâmite jurídico, o Brasil pode solicitar a cooperação de outros países para sua localização e eventual extradição.


A defesa de Zambelli sustenta que a condenação ainda está em recurso e que, portanto, ela não pode ser considerada foragida. "A deputada está exercendo seu direito de defesa e aguardando os desdobramentos processuais", disse um advogado do caso.


Repercussão política

A decisão de Zambelli de se ausentar do país gerou reações no Congresso. Aliados afirmam que ela está sendo perseguida politicamente, enquanto opositores criticam a atitude e defendem que a Justiça seja cumprida. O Partido Liberal (PL) ainda não se pronunciou oficialmente sobre o licenciamento da parlamentar.


O caso deve seguir em discussão nos próximos dias, com possíveis pedidos do Ministério Público para que a Justiça determine sua prisão preventiva ou a inclusão em alertas internacionais.


 
 
 

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