Deputado do PL do Rio Grande do Norte grava vídeo armado e ameaça presidente da República
- Marcus Modesto
- 17 de abr.
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O deputado estadual Coronel Azevedo, do Partido Liberal (PL-RN), protagonizou um episódio que escancara o nível preocupante de radicalização no debate político brasileiro. Em um vídeo gravado dentro do próprio gabinete, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o parlamentar aparece armado enquanto dirige ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A cena não é apenas inadequada — é institucionalmente grave. O uso de uma arma como elemento de discurso político transforma o que deveria ser um espaço de representação democrática em palco de intimidação. Não há divergência ideológica que justifique esse tipo de conduta.
O episódio reforça a banalização da violência como linguagem política. Ao sugerir confronto e adotar um tom agressivo, o deputado ultrapassa os limites do aceitável para um agente público.
O alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro, também do PL, é explícito e ajuda a contextualizar o discurso — mas não serve como justificativa.
A repercussão negativa foi imediata, com críticas, questionamentos legais e cobranças por providências. Quando um parlamentar leva uma arma para o centro do debate político, o problema deixa de ser retórico e passa a ser institucional.




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