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Disputa interna no clã Bolsonaro esquenta com articulação por Flávio em 2026

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 3 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Movimentações recentes nos bastidores da política nacional indicam que a disputa interna na família Bolsonaro pela candidatura à Presidência em 2026 ganhou um novo protagonista. Lideranças do Centrão passaram a articular apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que surge como alternativa ao nome do irmão, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.


O grupo, atento aos sinais do ex-presidente Jair Bolsonaro — hoje inelegível —, entende que Flávio tem perfil mais moderado, maior habilidade para negociação política e menos rejeição do que o deputado federal conhecido por seu discurso mais radical e alinhado à ala ideológica do bolsonarismo.


Nos bastidores, lideranças do Centrão confirmam que pesquisas qualitativas e quantitativas já estão sendo encomendadas para medir o desempenho do senador em diferentes cenários eleitorais. A intenção é testar sua competitividade em eventual confronto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve tentar a reeleição.


Embora Flávio tenha enfrentado desgaste com o escândalo das “rachadinhas”, aliados avaliam que o arquivamento do processo minimizou os efeitos políticos do caso. “Superado”, segundo fontes próximas às articulações, o episódio deixou de ser obstáculo relevante dentro das conversas sobre 2026.


A possível entrada de Flávio na disputa amplia as tensões dentro do próprio clã. De um lado, Michelle Bolsonaro continua sendo cotada como aposta para representar o discurso conservador, com forte apelo no eleitorado evangélico e feminino. De outro, Eduardo Bolsonaro mantém a pretensão de disputar o Planalto, sustentado por uma base fiel nas redes sociais e entre os bolsonaristas mais ideológicos.


Interlocutores próximos ao ex-presidente afirmam que, apesar dos movimentos do Centrão, a decisão final ainda está nas mãos de Jair Bolsonaro, que mesmo fora das urnas segue como principal fiador político do grupo. A expectativa é de que a definição sobre quem herdará seu capital político ocorra ao longo de 2025, quando o cenário eleitoral começará a ganhar contornos mais claros.


Enquanto isso, cresce a percepção de que o bolsonarismo, longe de ser um movimento homogêneo, vive uma disputa interna entre diferentes estratégias: manter-se fiel à retórica dura que marcou os últimos anos ou buscar uma versão mais palatável para ampliar sua influência eleitoral.


 
 
 

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