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Dívida do SAAE de Barra Mansa ultrapassa R$ 32 milhões e expõe crise na gestão Furlani

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 30 minutos
  • 2 min de leitura

Por Marcus Modesto


A situação financeira do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Barra Mansa (SAAE-BM) acendeu um alerta sobre a administração do prefeito Luiz Furlani. Dados oficiais da Demonstração da Dívida Fundada Interna de 2025 revelam que a autarquia encerrou o exercício com uma dívida total de R$ 32.418.502,27.


O valor milionário escancara a fragilidade financeira do órgão responsável pelo abastecimento de água e saneamento do município. Enquanto a população convive diariamente com reclamações sobre abastecimento, infraestrutura precária e cobranças constantes, os números mostram um SAAE atolado em parcelamentos e precatórios judiciais.


Entre os débitos mais pesados está o parcelamento junto à Light, que sozinho ultrapassa R$ 14 milhões. Mesmo após pagamentos realizados ao longo do exercício, ainda restam mais de R$ 10,4 milhões a serem quitados.   Já o parcelamento relacionado à Agência Nacional das Águas (ANA) soma mais de R$ 5,1 milhões, com saldo remanescente acima de R$ 4,5 milhões.


O relatório também evidencia o peso dos precatórios acumulados pela autarquia. Um dos processos, iniciado em 2019, teve atualização da dívida para mais de R$ 14 milhões.   Outro débito relacionado à dívida ativa supera R$ 2,8 milhões.


A gestão do prefeito Furlani e a direção do SAAE ainda não apresentaram explicações públicas detalhadas sobre quais medidas concretas estão sendo adotadas para reduzir o endividamento da autarquia. O crescimento das obrigações financeiras gera preocupação sobre o futuro do serviço, principalmente diante da necessidade de investimentos em modernização da rede, combate às perdas de água e ampliação do saneamento básico.


Especialistas em administração pública alertam que o acúmulo de dívidas compromete diretamente a capacidade operacional da autarquia. Em vez de recursos destinados à melhoria dos serviços, parte significativa da arrecadação acaba absorvida pelo pagamento de parcelamentos, juros e decisões judiciais.


Os números do próprio balanço oficial reforçam a percepção de que o SAAE vive uma das fases financeiras mais delicadas dos últimos anos. A pergunta que fica é: como uma autarquia essencial para a população chegou a um passivo superior a R$ 32 milhões sem que houvesse transparência ampla e debate público sobre a gravidade da situação?

Foto Arquivo


 
 
 

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